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Praedicatho homélies à temps et à contretemps
Homélies du dimanche, homilies, homilieën, homilias. "C'est par la folie de la prédication que Dieu a jugé bon de sauver ceux qui croient" 1 Co 1,21

O é que vamos comer?

Walter Covens #homilias em português
16 TOB ev
 
 
Fiéis ao nosso princípio "ananas natureza", lembremo-nos de que estamos na "secção dos pães". Lembremo-nos também de que, entre o evangelho do domingo passado e o de hoje, uma parte do texto foi omitida.

       Entre os dois, São Marcos relata a morte de João Baptista no quadro dum banquete, organizado com aparato muito importante por Herodes , o qual "gostava de o ouvir … mas, a seguir, ficava muito embaraçado" (Mc, 6,20). Esse é mesmo o exemplo do "almoço mau". A comida daquele almoço é o fruto bichoso de quem aceita comer a Palavra de Deus, mas com a condição de que seja acompanhada pelos compromissos do mundo, no caso : o adultério. Esta é, como se diz em francês, a "mal-bouffe" (a comida muito detestável) no seu esplendor. Além disso, pormenor macabro, uma vez que ninguém pode servir dois donos ; Herodes acaba por servir à sua concubina a cabeça de João… "num prato". Bom apetite!

       Uma "chave de leitura" para o envio dos Doze em missão, como já vimos, é a referência ao jantar do Éxodo com Moisés, o pastor, e também ao facto de que o homem não vive só de pão mas de toda a palavra que saí da boca de Deus.

       Ao contrário do festim de Herodes, o regresso dos Doze (no evangelho deste dia) fica marcado pelo facto de que "nem tinham sequer o tempo de comer". De comer o quê? Jesus não tinha ordenado para não levar pão para o caminho (Mc, 6,8)? "Os Apóstolos reunem-se com Jesus, e dizem tudo quanto tinham feito e ensinado". Caso tivessemos de escolher um convite na casa de Herodes ou um convite na de Jesus e dos Doze, sabendo qual é a ementa nos dois casos, qual seria a nossa escolha? Essa não é uma pergunta vã. É uma escolha que devemos fazer continuamente. Faremos a escolha boa?

       No que diz respeito ao almoço de Jesus com os Doze, ainda estamos no "aperitivo"… Jesus disse-lhes: "Vinde à parte num local deserto, e descansai um pouco". Jesus tem compaixão em primeiro lugar daqueles que tinha enviado. A missão deles não foi um mero descanso. Aquela compaixão de Jesus para com os Doze será logo a seguir apagada pela piedade dele para com as multidões que chegam, tal como a simpatia de Herodes para com João o será pela sedução da filha de Herodiades ? As multidões haverão de desempenhar o papel de "desmancha-prazeres"? Os Apóstolos haverão de ser vítimas disso?

       Resposta: "Então, começou a instruí-los". Depois do aperitivo, eis o prato principal. S. Marcos não nos dá os pormenores da ementa, mas temos disso uma ideia bastante certa, graças a S.João (ch.6). No entanto, S. Marcos não se esquece de nos dar um detalhe: "Então, começou a instruí-los durante muito tempo" Até o próprio S. Francisco de Assis parece ter esquecido, ele que dizia aos seus discípulos para fazer "discursos breves, conforme o exemplo de Jesus que falou brevemente na sua vida terrena" (2a regra). Jesus pus-se a instruí-los não brevemente, mas sim durante muito tempo.

       Os Doze, apesar de estar cheios de fome e muito cansados, não perderam nada por ter que esperar. Pelo contrário, que pechincha! Graças à multidão que chega sem ter sido convidada, eles vão regalar-se muito mais do que previsto. A "sabedoria" do mundo diz "Ventre faminto não tem ouvidos". Herodes mostra-nos que é o contrário que é verdade, que é o ventre cheio que já não tem ouvidos. Para ouvir bem e saborear a Palavra de Deus, nada melhor do que um bom jejum! Jejuamos às sextas feiras todas para ter melhor apetite pela Palavra do domingo? Neste caso, "(o Senhor teu Deus) tornou-te humilde, fez com que tivesse fome, deu-te o mana que nem ti nem os teus pais tivestes conhecido, afim de te mostrar que o homem não vive só de pão, mas também de tudo quanto saí da boca de Deus" (Dt 8,3). Portanto o apetite é o melhor dos molhos.

       "Então, começou a instruí-los muito tempo". Parece-me que essa palavra do evangelho merece a nossa reflexão. Vivemos numa sociedade de abundância, "de consumo", e temos tão poucos ouvidos para a Palavra. Como dizia alguém: "Quando se escuta uma homilia, depois de poucos minutos, começamos a tussir". Temos férias, e aproveitamos… para escutar a Palavra de Deus ainda menos do que de costume. Os pobres, que nunca têm férias, que nem sabem sequer se poderão comer um bocadinho de pão ou uma malga de arroz antes da noite, eles escutam longamente aquele que os instrui longamente. E quando, impelidos por uma generosidade excepcional, nós os ricos, organizamos transportes de alimentos para levar às vítimas des guerras e das catástrofes, alguma comida de "primeira necessidade", os pobres, como sucedeu durante a guerra dos Balkãs, respondem-nos: "Obrigado, mas mandai-nos Bíblias" ". Isso é verdade! Mas temos esquecido!

       E hoje, como no tempo de Jesus, a maior pobreza, aquela que provocou a compaixão de Jesus, é mesmo o facto de "ser como ovelhas sem pastor". Não era a falta de pão, nem sequer a falta de Bííblias. Era a falta de pastores. Era a pobreza miserável do eunuco da Etiopia com a sua bíblia, no seu carro de luxo na estrada que desce de Jerusalém a Gaza. O Senhor teve piedade dele e mandou-lhe o diácono Filipe, um dos Sete escolhidos pelos Doze "para o serviço das refeições" (Ac 6,2). – Percebes, de verdade, o que estás a ler? – Como posso perceber se não está ninguém para me guiar?" (Ac 8,30-31). Não era normal os Doze deixar de ensinar "a Palavra de Deus para servir às mesas". Mas um dos Sete a quem os Doze tinam confiado esse serviço é enviado pelo "Anjo do Senhor" afim de anunciar a Palavra a um pagão… deixando de servir às mesas.

       Àquela pobreza, como é que podemos remediar? "Ouvi então a voz do Senhor que dizia: 'Quem mandarei? Quem será o nosso mensageiro?'" Eu respondi: 'Eu mesmo serei o teu mensageiro: manda-me'" (Is 6,8). Todos os anos, no domingo do "Bom Pastor" (4° Domingo da Páscoa), rezamos pelas vocações. Hoje, já teremos abandonado ? No entanto o Senhor não é surdo, nem de orelhas nem de coração: "Dar-lhes-ei pastores que os levarão, já não terão medo nem cansaço, nenhuma perder-se-á" (1a leitura) Então de que estamos à espera? O Senhor , Ele, está à espera dos nossos pedidos para nos dar. Se não pedimos nada, é porque não queremos nada, assim como os Samaritanos não queriam o profeta Amos: "Vai-te embora!", diziam eles (cf. Am 7,12-15).

       O Senhor convida-nos também para rezar com insistência pelos "pastores maus, que deixam morrer ou perder-se as ovelhas" (1a leitura), em vez de passar o nosso tempo a julgar e condena-los. "É verdade, escreve Chiara Lubich, fundadora dos Foccolari ( origem dos grupos de partilha da Palavra de Deus durante a Guerra) – que houve homens na história que não cumpriram dignamente a sua missão e até atraiçoaram o Evangelho, por gostarem mais da dignidade de que se sentiam revestidos do que do peso da sua responsabilidade: julgavam o seu papel mais como um poder do que como um serviço. Mas não seremos todos pecadores? Não deveremos antes de mais nada julgar-nos a nós mesmos? Se reflectimos nisso veremos os Apóstolos e os bispos, sucessores deles, com mais serenidade, porque perceberemos que a única vocação deles é ser Cristo. A maior parte dos ministros que Deus escolheu nos 20 séculos da Igreja procuraram certamente seguir esse exemplo. Se alguns se desviaram deste caminho, lembremo-nos de que Cristo, na terra, nem conseguiu evitar a traição de Judás. Cada homem foi criado livre".

       Quanto aos que julgam poder escutar a voz do Senhor no seu coração fora do ministério da Igreja, e aos defensores da "Scriptura sola" ( = "Só as Escrituras"), eles também merecem a nossa piedade, pois são vítimas do complexo "anti-pastores". Já se vêem no Céu, já chegados à santidade perfeita. Nada mais perigoso ! Certamente, a distinção entre a "economia" cristã e a "economia" judáica, é o facto de que Deus já não fala só fora: "Deus também fala no íntimo do coração; (mas) essa palavra deve ter a sua garantia e sua lei numa palavra exterior, no magistério eclesiástico." (D. Barsotti) Não seria essa a condição para uma paz verdadeira, não a do mundo, mas a de Jesus?

What's on the menu? - Homily for the 16th Sunday in Ordinary Time B

Walter Covens #homilies in English
16 TOB ev
 
 
 
Faithful to our "fresh pineapple" principle, let us remember that we are in the "section of the breads". It will not escape to us either that between last Sunday’'s Gospel and today’'s, a passage has been skipped.

       Between the two, S. Marc reports the death of John the Baptist during a dinner, organized with great pageantry by Herod who "liked listening to him" but who "when he heard him... became very disturbed" (Mc 6 : 20). This is the typical example of a "bad meal". The food of this feast is the maggoty fruit of he who wants to eat the salad of God’'s Word, but largely dressed with worldly compromises, in this case : adultery. It is "a bloody bad meal" : as no one can serve two Masters, Herod ends up serving his concubine with John’'s head... "on a dish". Enjoy!

       One of the keys for the understanding of the mission of the Twelve, as we saw, is the reference to the Pascal meal of the Exodus with Moses as a shepherd, together with the fact that "man lives not on bread alone", but on "all that proceeds from the mouth of God".

       By contrast with Herod’s dinner, the return of the Twelve (in today'’s Gospel) is marked by the fact that "the apostles had no time even to eat". To eat what? Hadn't Jesus said to them not to take any food for the road (Mc 6 : 8)? "The apostles returned and reported to Jesus all they had done and taught.". If we had to choose between an invitation at Herod'’s dinner or an invitation to join Jesus and the Twelve, knowing what is on the menu in both cases, which would be our choice? This is not a hypothetical question. This is a choice we have to make all the time. Do we make the good choice?

       With regard to the meal of Jesus and the Twelve, we only mentioned the appetizers. Jesus says to them : "Go off by yourselves to a remote place that you may have some rest". Jesus has first of all compassion on his envoys. Their mission had been very tiring indeed. Is this compassion of Jesus on the Twelve then erased by his compassion on the crowd, as Herod'’s sympathy for John had been erased by the seduction of the Herodia's girl ? Will the crowd play the part of "spoilsport", and will the Apostles pay for the expenses ?

       Here is the answer: "And he started a long teaching session with them". After coctail time, here comes the main course. S. Mark does not give us any detail of the menu, but we have a more than apporximate idea of it thanks to S. John (ch 6). But there is a precision that S. Mark does not omit to give us: "And he started a long teaching session with them". Even S. Francis of Assisi seems to have forgotten this, he who told his disciples to hold "brief speeches, because the Lord spoke briefly on this earth" (second rule). Jesus holds not a brief but a long teaching session.

       The Twelve, who were hungry and tired, did not lose anything by waiting. On the contrary, how lucky they were! Thanks to the crowd of those who came uninvited, they have been regaled beyond expectation. The wisdom of the world says: "it'’s no use reasoning with a hungry man". Herod shows us that it is the opposite which is true and that it’s no use reasoning with a satiated man. In order to hear and to taste the word of God, nothing better than a good fast. Do we fast every Friday to have more appetite for the Word of Sunday? If so, "(the Lord your God) made you experience hunger, but he gave you the manna to eat which neither you nor your fathers had known, to show you that man lives not on bread alone, but that all that proceeds from the mouth of God is life for man." (Dt 8 : 3). In short, hunger is the best sauce.

       "And he started a long teaching session with them". It seems to me that this verse of the Gospel gives us food for thought. We live in a consumer society and we have if little ear for the Word. As somebody said to me: "During a homily, after a few minutes, everybody starts to cough". We take holidays, and we seize the opportunity to listen to God’s word ... even less than usually. The poor, who never take any holidays and who do not even know if they will have to eat a piece of bread or a rice bowl before the end of the day, are capable of listening to "a long teaching session". And when, in an exceptional dash of generosity, we, the rich, organize humane supply convoys to the victims of wars and disasters, with food known as "of first need", the poor at the time of the war in Balkans, answer to us: "Thank you, but we need bibles more than anything else!". Nobody had thought of sending any bibles.

       And today, as in the time of Jesus, the worst form of misery, the very one that caused Jesus’ sympathy, is "because they were like sheep without a shepherd". It was not the lack of bread, nor even the lack of bibles that caused his sympathy. It was the lack of shepherds. This was the very form of misery of an Ethiopian with his bible in his luxury carriage on the road which goes down from Jerusalem to Gaza. The Lord had pity on him and sent Philip, one of the Seven (first deacons), instituted however by the Twelve "to serve at tables" (Ac 6 : 2). "- Do you really understand what you are reading ? - How could I unless someone explains it to me?" (litt. : "unless someone gives me guidance?" (Ac 8 : 30-31). Il wouldn'’t have been right for the Twelve to neglect "the word of God to serve at tables". But one of the Seven to whom the Twelve had entrusted this task is sent by "an Angel of the Lord" to announce the Word to a pagan, thus neglecting … table service.

       How much do we care about this form of misery? "Then I heard the voice of the Lord, ‘Whom shall I send? And who will go for us?’ I answered : ‘Here I am. Send me!’" (Is 6 : 8). Each year, on Sunday "of the Good Shepherd" (4th Easter Sunday), we pray for the vocations. Did we leave it at that, or… ...?

       The Lord, however, is neither hard of hearing nor of heart: "I will place shepherds over them who will care for them. No longer will they fear or be terrified. No one will be lost." (1st reading). What do we wait for? The Lord waits, until we ask him, in order to give to us. If we don'’t ask, it means that we don'’t want what he promises, as the Samaritans did not want Amos: "Off with you, seer, go back to the land of Judah", they said to him (Am 7 : 12).

       The Lord also invites us to pray for the wretched "shepherds who mislead and scatter the sheep" (1st reading), instead of wasting our time in judging and criticizing.
"It is true – writes Chiara Lubich, the founder of the Foccolare communities (at the origin bible study groups during World War 2), that certain men in Church History did not fulfill their mission with dignity and even betrayed the Gospel, more conscious of the honor with which they felt covered than of the weight of their responsibility, considering their function more like a power then like a service. But aren't we all sinners? Shouldn't we above all judge us ourselves? If we keep that in memory we will see the apostles and afterwards the bishops with more serenity by understanding that their only vocation is to be Christ. The majority of the ministers whom God chose himself in twenty centuries certainly tended towards this model. If some of them deviated of this way, let us remember that Christ, on this earth, could not avoid the treason of Judas. Each man is created free."
 

       As for those who think to be able to listen to the voice of the Lord in their heart without needing the ministry of the Church and the adepts of Scriptura sola, they are worthy of pity also, because they are victims of the "anti-shepherd complex". They think they are in heaven, and to have achieved perfect holiness. Nothing more perilous! Admittedly what distinguishes the Christian economy from the Jewish economy, is that God does not speak from the outside only any more:
"God also speaks from the inside; (but) this interior word must have its guarantee and its standard in the external word, in the Magisterium of the Church" (D. Barsotti).
"All that has been said about the manner of interpreting Scripture is ulitmately subject to the judgment of the Church which exercises the divinely conferred commission and ministry of watching over and interpreting the Word of God." (CCC 119). The Catechism then quotes S. Augustine who said: "But I would not believe in the Gospel, had not the authority of the Catholic Church already moved me."

       Wouldn't this be a condition for true peace, not as the world gives peace, but as Jesus does (cf. Jn14 : 27)?
When he disembarked and saw the vast crowd, his heart was moved with pity for them, for they were like sheep without a shepherd; and he began to teach them many things.

When he disembarked and saw the vast crowd, his heart was moved with pity for them, for they were like sheep without a shepherd; and he began to teach them many things.

Qu'est-ce qu'on mange? - Homélie 16° dimanche du Temps Ordinaire B

Walter Covens #homélies (patmos) Année B - C (2006 - 2007)
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Fidèle à notre principe "ananas nature", souvenons-nous que nous sommes dans la "section des pains". Il ne nous échappera pas non plus qu’'entre l’'évangile de dimanche dernier et celui d’'aujourd’hui, un passage a été "sauté".

       Entre les deux, S. Marc relate la mort de Jean-Baptiste dans le cadre d’'un repas de fête, organisé avec grand apparat par Hérode qui "aimait l’'entendre" mais qui "quand il l’'avait entendu …était très embarrassé" (Mc 6, 20). C'’est l’'exemple type du "mauvais repas". La nourriture de ce festin est le fruit véreux de celui qui veut bien manger la Parole de Dieu, mais largement assaisonné des compromis avec le monde, en l’'occurrence l’'adultère. C'’est la "mal bouffe" dans toute sa splendeur. Et, détail macabre, comme nul ne peut servir deux maîtres, Hérode finit par servir à sa concubine la tête de Jean …"sur un plat". Bon appétit !

       Une des clés de lecture de l’'envoi en mission des Douze, comme nous l’'avons vu, est la référence au repas pascal de l'’exode avec Moïse comme berger, et au fait que l'’homme ne vit pas seulement de pain, mais de toute parole qui sort de la bouche de Dieu.

       Par contraste avec le repas d’'Hérode, le retour des Douze (dans l'évangile d’'aujourd’hui) est marqué par le fait qu'’ils n'’avaient "même pas le temps de manger". De manger quoi ? Jésus ne leur avait-il pas dit de ne pas emporter de pain pour la route (Mc 6, 8) ? "Les Apôtres se réunissent auprès de Jésus, et lui rapportent tout ce qu'’ils avaient fait et enseigné". Si nous avions à choisir entre une invitation chez Hérode ou une invitation chez Jésus et les Douze, sachant ce qui est au menu dans les deux cas, quel serait notre choix? Ce n’'est pas une question hypothétique. C'’est un choix que nous avons à faire continuellement. Faisons-nous le bon choix?

       En ce qui concerne le repas de Jésus et des Douze, on en est resté à l’'apéritif. Il leur dit : "Venez à l'’écart dans un endroit désert, et reposez-vous un peu." Jésus a pitié d'’abord de ses envoyés. La mission n’'a pas été de tout repos. Cette pitié de Jésus envers les Douze est-elle ensuite effacée par la pitié de Jésus envers les foules qui débarquent, comme la sympathie d’'Hérode pour Jean le sera par la séduction de la fille d’'Hérodiade? Les foules vont-elles jouer le rôle de "trouble-fête", et les Apôtres en feront-ils les frais?

       Réponse : "Alors, il se mit à les instruire". Après l’'apéritif, voilà le plat de résistance. S. Marc ne nous donne pas le détail du menu, mais nous en avons une idée plus qu’'approximative, grâce à S. Jean (ch. 6). Mais il y a une précision que S. Marc n’'omet pas de nous donner: "Alors, il se mit à les instruire longuement". Même S. François d'’Assise semble l’'avoir oublié, lui qui disait à ses disciples de tenir "de brefs discours, car le Seigneur a parlé brièvement sur la terre" (deuxième règle). Or Jésus se mit à les instruire, non pas brièvement, mais longuement! 

       Les Douze, qui ont faim et qui sont fatigués, n’'ont rien perdu pour attendre. Au contraire, quelle aubaine! Grâce aux foules qui débarquent sans invitation, ils vont se régaler plus que prévu. La sagesse du monde dit: "Ventre affamé n'’a pas d’'oreille". Hérode nous montre que c’'est le contraire qui est vrai et que c'’est ventre repu qui n’'a plus d'’oreille. Pour bien entendre et goûter la Parole de Dieu, rien de tel qu’'un bon jeûne! Jeûnons-nous tous les vendredis (sauf jours de fête et vendredis du Temps de Noël et du Temps Pascale) pour avoir plus d’'appétit pour la Parole du dimanche? Dans ce cas, "(le Seigneur ton Dieu) t’'a rendu humble, il t’'a fait sentir la faim, il t'’a donné la manne que ni toi ni tes pères n'’aviez connue, pour te montrer que l’'homme ne vit pas seulement de pain, mais que l’'homme vit de tout ce qui sort de la bouche du Seigneur" (Dt 8, 3). Bref, l’'appétit est la meilleure sauce.

       "Alors, il se mit à les instruire longuement".  Il me semble que cette parole de l’'évangile nous donne pas mal à réfléchir. Nous vivons dans un société d’'abondance, "de consommation", et nous avons si peu d’'oreille pour la Parole. Comme me le disait quelqu’'un: "Quand on écoute une homélie, au bout de quelques minutes, on commence à tousser". Nous avons des vacances, et nous en profitons pour … écouter la Parole de Dieu ... encore moins que d'’habitude. Les pauvres, qui n’'ont jamais de vacances et qui ne savent même pas s'’ils vont avoir à manger une bouchée de pain ou un bol de riz avant la fin de la journée, eux écoutent longuement celui qui les instruit longuement. Et quand, dans un élan de générosité exceptionnel, nous, les riches, nous organisons des convois humanitaires pour faire parvenir aux sinistrés des guerres et des catastrophes, des vivres dits "de première nécessité", les pauvres, comme cela a été le cas lors de la guerre aux Balkans, nous répondent: "Merci, mais envoyez nous des bibles!". C'’est authentique. On avait oublié ça!

       Et aujourd'’hui, comme au temps de Jésus, la plus grande pauvreté, celle-là même qui a provoqué la pitié de Jésus, c’'est "parce qu’'ils étaient comme des brebis sans berger". Ce n’'était pas le manque de pain, ni même le manque de bibles. C'’était le manque de bergers. C’'était la pauvreté pitoyable de l’'eunuque éthiopien avec sa bible dans son char de luxe sur la route qui descend de Jérusalem à Gaza. Le Seigneur a eu pitié de lui et lui a envoyé le diacre Philippe, l’'un des Sept, institué pourtant par les Douze "pour le service des repas" (Ac 6, 2). "Comprends-tu vraiment ce que tu lis? – Comment pourrais-je comprendre s'’il n'’y a personne pour me guider?" (Ac 8, 30-31). Il n'’était pas normal pour les Douze de délaisser "la parole de Dieu pour le service des repas". Mais l'’un des Sept à qui les Douze avaient confié cette tâche est envoyé par "l'’Ange du Seigneur" pour annoncer la Parole à un païen, …en délaissant le service des repas.

       Cette pauvreté-là, que faisons-nous pour y remédier ? "J'entendis alors la voix du Seigneur qui disait: ‘Qui enverrai-je? qui sera notre messager?" Et j'ai répondu: "Moi, je serai ton messager: envoie-moi.’" (Is 6, 8). Chaque année, le dimanche du Bon Pasteur (4e dimanche de Pâques), nous prions pour les vocations. Aujourd’'hui, avons-nous déjà arrêté? Pourtant le Seigneur n’'est dur ni d’'oreille ni de cœoeur: "Je leur donnerai des pasteurs qui les conduiront; elles ne seront plus apeurées et accablées, et aucune ne sera perdue" (1e lecture). Alors qu'’attendons-nous? Le Seigneur attend, lui, que nous lui demandions pour nous donner. Si nous ne demandons pas, c'’est que nous n'’en voulons pas, comme les Samaritains ne voulaient pas d'’Amos: "Va-t-en d'’ici", lui disaient-ils (cf. Am 7, 12-15)...

       Le Seigneur nous invite aussi à prier avec insistance pour les "misérables bergers, qui laissent périr et se disperser les brebis" (1e lecture), au lieu de passer notre temps à les juger et à les critiquer.
 
"Il est vrai,– écrit Chiara Lubich, la fondatrice des Foccolare (à l’'origine des groupes de partage de la Parole de Dieu pendant la guerre), que certains hommes dans l'’histoire n'’ont pas dignement rempli leur mission et ont même trahi l’'Évangile, plus épris qu'’ils furent de l'’honneur dont ils se sentaient revêtus que du poids de leur responsabilité, envisageant leur fonction plus comme un pouvoir que comme un service. Mais ne sommes-nous pas tous pécheurs? Ne devons-nous pas avant tout nous juger nous-mêmes? Si nous réfléchissons à cela nous verrons les apôtres et à leur suite les évêques avec davantage de sérénité en comprenant que leur seule vocation est d'’être le Christ. La plus grande partie des ministres que Dieu s’'est choisi en vingt siècles a certainement tendu vers ce modèle. Si certains d’'entre eux ont dévié de ce chemin, rappelons-nous que le Christ, sur cette terre, n'’a pu éviter la trahison de Judas. Chaque homme a été créé libre."
 

       Quant à ceux qui pensent pouvoir écouter la voix du Seigneur dans leur coeœur sans avoir besoin du ministère de l'’Église (les partisans de la Scriptura sola), ils sont dignes de pitié eux aussi, car ils sont victimes du complexe anti-bergers. Ils se croient déjà au ciel, déjà arrivés à la sainteté parfaite. Rien de plus périlleux! Certes ce qui distingue l’'économie chrétienne de l’'économie juive, c’'est que Dieu ne parle plus seulement de l’'extérieur :
 
"Dieu parle aussi de l'’intérieur ; (mais) cette parole intérieure doit avoir sa garantie et sa norme dans la parole extérieure, dans le magistère ecclésiastique" (D. Barsotti).
 
Ne serait-ce pas la condition pour une véritable paix, non pas celle du monde, mais celle de Jésus?
Il fut saisi de compassion envers eux,  parce qu’ils étaient comme des brebis sans berger.  Alors, il se mit à les enseigner longuement.

Il fut saisi de compassion envers eux, parce qu’ils étaient comme des brebis sans berger. Alors, il se mit à les enseigner longuement.

Lectures 16° dimanche du Temps Ordinaire B

dominicanus
Il me mène vers les eaux tranquilles et me fait revivre.

Il me mène vers les eaux tranquilles et me fait revivre.

1ère lecture : « Je ramènerai le reste de mes brebis, je susciterai pour elles des pasteurs » (Jr 23, 1-6)

 

Lecture du livre du prophète Jérémie

Quel malheur pour vous, pasteurs !
Vous laissez périr et vous dispersez
les brebis de mon pâturage
– oracle du Seigneur !
         C’est pourquoi, ainsi parle le Seigneur, le Dieu d’Israël,
contre les pasteurs qui conduisent mon peuple :
Vous avez dispersé mes brebis, vous les avez chassées,
et vous ne vous êtes pas occupés d’elles.
Eh bien ! Je vais m’occuper de vous,
à cause de la malice de vos actes
– oracle du Seigneur.
        Puis, je rassemblerai moi-même le reste de mes brebis
de tous les pays où je les ai chassées.
Je les ramènerai dans leur enclos,
elles seront fécondes et se multiplieront.
         Je susciterai pour elles des pasteurs
qui les conduiront ;
elles ne seront plus apeurées ni effrayées,
et aucune ne sera perdue
– oracle du Seigneur.


         Voici venir des jours
– oracle du Seigneur,
où je susciterai pour David un Germe juste :
il régnera en vrai roi, il agira avec intelligence,
il exercera dans le pays le droit et la justice.
         En ces jours-là, Juda sera sauvé,
et Israël habitera en sécurité.
Voici le nom qu’on lui donnera :
« Le-Seigneur-est-notre-justice. »

 

         – Parole du Seigneur.

Psaume : Ps 22 (23), 1-2ab, 2c-3, 4, 5, 6

 

R/

Le Seigneur est mon berger :
rien ne saurait me manquer.

 

(cf. Ps 22, 1)

 

Le Seigneur est mon berger :
je ne manque de rien.
Sur des prés d’herbe fraîche,
il me fait reposer.

 

Il me mène vers les eaux tranquilles
et me fait revivre ;
il me conduit par le juste chemin
pour l’honneur de son nom.

 

Si je traverse les ravins de la mort,
je ne crains aucun mal,
car tu es avec moi :
ton bâton me guide et me rassure.

 

Tu prépares la table pour moi
devant mes ennemis ;
tu répands le parfum sur ma tête,
ma coupe est débordante.

 

Grâce et bonheur m’accompagnent
tous les jours de ma vie ;
j’habiterai la maison du Seigneur
pour la durée de mes jours.

2ème lecture : « Le Christ est notre paix : des deux, le Juif et le païen, il a fait une seule réalité » (Ep 2, 13-18)

 

Lecture de la lettre de saint Paul apôtre aux Éphésiens

Frères,
         maintenant, dans le Christ Jésus, vous qui autrefois étiez loin,
vous êtes devenus proches par le sang du Christ.
         C’est lui, le Christ, qui est notre paix :
des deux, le Juif et le païen, il a fait une seule réalité ;
par sa chair crucifiée,
il a détruit ce qui les séparait, le mur de la haine ;
              il a supprimé les prescriptions juridiques de la loi de Moïse.
Ainsi, à partir des deux, le Juif et le païen,
il a voulu créer en lui un seul Homme nouveau en faisant la paix,
         et réconcilier avec Dieu les uns et les autres en un seul corps
par le moyen de la croix ;
en sa personne, il a tué la haine.
         Il est venu annoncer la bonne nouvelle de la paix,
la paix pour vous qui étiez loin,
la paix pour ceux qui étaient proches.
         Par lui, en effet, les uns et les autres,
nous avons, dans un seul Esprit, accès auprès du Père.

 

         – Parole du Seigneur.

Evangile : « Ils étaient comme des brebis sans berger » (Mc 6, 30-34)

 
Acclamation :

Alléluia. Alléluia. 
Mes brebis écoutent ma voix, dit le Seigneur ;
moi, je les connais, et elles me suivent.
Alléluia.

(Jn 10, 27)
 

Évangile de Jésus Christ selon saint Marc

En ce temps-là,
après leur première mission,
    les Apôtres se réunirent auprès de Jésus, 
et lui annoncèrent tout ce qu’ils avaient fait et enseigné. 
Il leur dit : 
« Venez à l’écart dans un endroit désert, 
et reposez-vous un peu. » 
De fait, ceux qui arrivaient et ceux qui partaient étaient nombreux, 
et l’on n’avait même pas le temps de manger. 
    Alors, ils partirent en barque 
pour un endroit désert, à l’écart. 
    Les gens les virent s’éloigner, 
et beaucoup comprirent leur intention. 
Alors, à pied, de toutes les villes, 
ils coururent là-bas 
et arrivèrent avant eux. 
    En débarquant, Jésus vit une grande foule. 
Il fut saisi de compassion envers eux, 
parce qu’ils étaient comme des brebis sans berger. 
Alors, il se mit à les enseigner longuement. 

 

    – Acclamons la Parole de Dieu.

 

The gospel: fresh or out of preserves ? - Homily 15th Sunday in Ordinary Time, Year B

Walter Covens #homilies in English
15 TOB ev
 
 
    We enter a new section of the gospel of Marc1. Of this new section the liturgy will make us hear several passages (but not all !) between the 15th and the 24th Sunday of Ordinary Time. Too often we are satisfied to read the Gospel by small pieces. The Sunday liturgy itself cuts out in pieces a coherent text, giving rise to serious misunderstandings if we are satisfied to be only "Sunday Christians". The Word of the gospel is much more than a succession of anecdotic accounts. It is really worth while to quietly read through Mc 6 : 6 – 8 : 30. You will be surprised to notice that these chapters form a beautiful and very coherent unit which challenges our faith highly. You will then have the surprise of those who know pineapple only out of can, in cut sections, and who, may be during their holiday in the West Indies, discover that a pineapple is a beautiful fruit that needs to bend down to be harvested. At the same time, you will not dream any more, like this indeed very badly informed poet, who pretended to take a nap "in the shade of pineapples in flowers".

       What is the main subject of these three chapters of Marc ? The word "breads" occurs eighteen times, as well as the verb "to eat" and "to be satisfied". This is why this section is called "the section of the breads".

       What is also characteristic of this section, is the geography. After being rejected by "his home city", Jesus "circulated in the villages around, while teaching". The sending on mission of the Twelve goes in the same direction of an extension of the Kingdom of God : by sending them, Jesus widens his activity in words and in acts, not only among the Jews, but also among the pagan ones (7 : 24...)

       Through the instructions given to the envoys, Jesus reveals what is true and essential food for the road, by referring to the history of Israel. And it starts by pointing out to them what is the essence of the equipment of the people when it was on the point of eating first Passover of the history, according to the book of the Exodus :
 
And this is how you will eat : with a belt round your waist, sandals on your feet and a staff in your hand… (Ex 12 : 11)


In S. Marc Jesus

 

ordered them to take nothing for the journey except a stick … They were to wear sandals.

Want is essential to a journey in the name of the Lord who can give from day to day what is appropriate, as He formerly did for the people in the desert :

 

(the Lord your God) made you experience hunger, but he gave you the manna to eat which neither you nor your fathers had known, to show you that man lives not on bread alone, but that all that proceeds from the mouth of God is life for man. (Dt 8 : 3)


       The sending of the Twelve is like an Exodus of the ground of Egypt towards the Promised Land, while passing through the Red Sea and the desert. The instructions are the same ones as for the twelve tribes of Israel which, the night, were to eat Passover with haste, ready to leave : a stick with the hand and sandals with the feet (contrary to Matthew and Luke !). The Pascal meal is seen like a food to support the forces of the pilgrims. Their true fatherland, the true Promised Earth, is the Kingdom announced by Jesus :

 

Death found all these people strong in their faith. They had not received what was promised, but they had looked ahead and had rejoiced in it from afar, saying that they were foreigners and travelers on earth. Those who speak in this way prove that are looking for their own country. For if they had longed for the land they had left, it would have been easy for them to return, but no, they aspired to a better city, that is, a supernatural one ; so God, who prepared the city for them is not ashamed of being called their God. " (He 11 : 13-16).

Peter, one of the Twelve, will write after Pentecost :

 

From Peter, apostle of Jesus Christ, to the Jews who live outside their homeland… to those whom God the Father has called, according to his plan, and made holy by the Spirit, to aboy Jesus Christ and be purified by his blood : may grace and peace increase among you. (1 P. 1 : 1-2)

And also :

 

My dear brothers, while you are strangers and exiles, I urge you not to indulge in selfish passions which wage war on the soul. (1 P 2 : 11)


       This is what gives a meaning to poverty. It is not poverty for the sake of poverty, but the disencumberment of oneself to be able to travel without too much burden :

 

I say this, brothers and sisters : time is getting shorter, and those who are married must live as if not married ; those who weep as if not weeping ; those who are happy as if they were not happy ; those buying something as if they had not bought it, and those enjoying the present life as if they were not enjoying it. For the order of this world is vanishing. (1 Co 7 : 29-31)


       This is what gives a meaning, not only to poverty, but also to hunger, tears and persecution :

 

Lifting up his eyes to his disciples, Jesus said : "Fortunate are you who are poor, the kingdom of God is yours. Fortunate are you who are hungry now, for you will be filled. Forunate are you who weep now, for you will laugh. Fortunate are you when people hate you, when they reject you and insult you and number you among criminals, because of the Son of Man. Remember that is how the fathers of this people treated the prophets. But unhappy are you who have wealth, for you have been comforted now. Unhappy are you who laugh now, for you will mourn and weep. Unhappy are you when the people speak well of you, for that is how the fathers of these people treated the false prophets." (Lc 6 : 20-26)


       So they set out to proclaim that this was the time to repent.

       As for the sick in body and heart, they are not forgotten. Oh no ! During their voyage in the search of the fatherland, the Lord grants to the Twelve to do the same as him. But whereas because of the incredulity of his compatriots, Jesus could only heal a few sick people, the Twelve "drove out many demons and healed many sick people by anointing them".

 

Truly, I say to you, he who believes in me will do the same works as I do ; he wil do even greater than these, for I am going where the Father is. (Jn 14 : 12)

The Church is not some insipid dilution of Jesus. The Church is the "full" Jesus "for the multitude".

       Notice that S. Marc is the only among the evangelists to speak about the anointing of the sick in this context. Oil was used to heal wounds. Think of the good Samaritan, also travelling, and seeing another traveller who had fallen on gangsters. Stripped and beaten, he had had been left half dead. 

 

He went over to him and treated his wounds with oil and wine Lc 10 : 30-35).

The Twelve will do "the same" (v. 37). The Council of Trente teaches that in this gesture of the Twelve there is an "allusion" to the sacrament of the anointing of the sick, which will be instituted by the Lord and later "recommended to faithful and promulgated by the apostle James" (cf James 5 : 14...).

       Speaking of the sick, Jean-Jacques Rousseau groaned : "So many people between God and me...". Here is the diagnosis of a certain Josef Ratzinger for those who who have the same desease :

 

It is for us a scandal that God must be communicated by a whole external apparatus : the Church, the sacraments, dogma, or even simply the preaching (kerygma), in which one takes refuge readily to attenuate the scandal, and which however is also something external. Vis-a-vis with all that the question arises : Does God live in the institutions, events or words ? Doesn't the Eternal reach each one of us from the inside ?

And then there are those who spend their time complaining about the bad example given by the popes of the Renaissance. As those of today are more presentable, one falls back on the the Vatican. Von Balthasar wrote a book entitled : "The anti-Roman complex". Of this work, he will write later :

 

a work of which the sale was difficult, because none of those who suffered from this disease bought it !
I fully agree with all those who complain about the bad example given by some of the clergy, and who call for a "reform" of the Church,

writes André Manaranche, a french Jesuit,

 

provided that they start with themselves, that they do not destroy the Church from the inside and that they do not leave the Church with insolence !

And he quotes in a footnote a passage of a fictitious letter which Bernanos addressed to Martin Luther, and saying in substance :

 

My dear Martin, you had a lot of trouble with the priests : how I understand you, because so do I ! But you reacted the wrong way. See Fancis of Assisi : he surely leaped with indignation in front of the crested and frivolous clerks of his time, but instead of denouncing them, he was lived in poverty as in a purifying bath. He did not reform anything, except himself. And he succeeded in restoring a Church that was falling in ruins. Whereas you, the smart and virulent reformer, you ended up becoming a man with swollen cheeks and dull eyes. What a mess !


       Let us return to our pineapple for one moment. If you want it natural, what does the Gospel of saint Marc say ? The first words of the Gospel of Marc affirm clearly the divinity of Jesus Christ :

 

This is the beginning of the Good News of Jesus Christ, the Son of God " (Mc 1 : 1)

This assertion of the divinity of Jesus, such as expressed by Marc in the first words of his Gospel, is undoubtedly a summary of the message contained in his book. A summary that, in addition, the evangelist presents as a key necessary to the comprehension of all the things which the reader will discover thereafter : if it is not believed that Jesus is the Messiah and the Son of God, one cannot understand the Gospel. All the heresies, including the errors which relate to the mystery of the Church, finally amount to falling into one from the two extremes : either to deny the divinity of Jesus, or to deny his humanity.

The Holy Spirit allowed the words of a Roman officer present at Jesus’ deayth to be reported as to summarize the Gospel of S. Marc :

 

The captain who was standing in front of him saw how Jesus died and heard the cry he gave, and he said, "Truly, this man was the Son of God". (Mc 15 : 39)

This centurion was ripe to enter the Church.

       The Vatican II Council (LG 8) teaches that this mystery is not without analogy with the mystery of the Church:

 

The one mediator, Christ, established and ever sustains here on earth his holy Church, the community of faith, hope and charity, as a visible organization through which he communicates truth and grace to all men. But, the society structured with hierarchical organs and the mystical Church endowed with heavenly riches, are not to be thought of as two realities. On the contrary, they form one complex reality which comes together from a human and a divine element. For this reason the Church is compared, not without significance, to the mystery of the incarnate Word. As the assumed nature, inseparably united to him, serves the divine Word as a living organ of salvation, so, in a somewhat similar way, does the social structure of the Church serve the Spirit of Christ who vivfies it, in the building up of the body (cf. Eph. 4 :15).

    It is in the Church that we are allowed and enabled to see Jesus today.
    It is in the Church that we are allowed and enabled to hear Jesus today.
    It is in the Church that we are allowed and enabled to touch Jesus today.

    Without the Church, Jesus is a vague memory of twenty centuries ago.

       Long live Jesus !

       Long live the Church !

       And do not forget : eat pineapples but fresh, not out of preserves !


1. Traduit du français : 

L’ÉVANGILE : FRAIS OU EN CONSERVES ? (Mc 6, 7-13)

L'évangile: frais ou en conserves? - Homélie 15° dimanche de Temps Ordinaire B

Walter Covens #homélies (patmos) Année B - C (2006 - 2007)

 

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Nous entrons dans une nouvelle section de l’'évangile de Marc. De cette nouvelle section, la liturgie nous fera entendre plusieurs passages (pas tous !) entre le 15e et le 24e dimanche du Temps Ordinaire. Trop souvent nous nous contentons de lire l'’Évangile par petits morceaux. La liturgie dominicale elle-même découpe en tranches un texte suivi, non sans inconvénient si nous sommes seulement des chrétiens du dimanche. La Parole de l’'Évangile est beaucoup plus qu'’une succession de récits anecdotiques.

Donnez-vous donc la peine (et la joie) de relire tranquillement chez vous Mc 6, 6 –- 8, 30. Vous serez surpris de constater que ces chapitres forment un bel ensemble très cohérent qui interpelle vivement notre foi. Vous aurez alors la surprise de celui qui connaît l’'ananas seulement en boîte de conserve, en tranches coupées, et qui, pendant ses vacances à la Martinique, découvre que l’'ananas est un beau fruit qu'’il faut récolter … ... en se baissant. Du même coup, vous ne rêverez plus, comme les amoureux d'un roman primé ("Fort-de-France" - 1933) de vous promener "à l'ombre des ananas en fleur. 

De quoi est-il surtout question dans ces trois chapitres de Marc ? Il est question de "pains" (dix-huit fois), de "manger" et "être rassasié" (dix-huit fois au total, également). C’'est pourquoi on a appelé cette section "la section des pains".

Ce qui est caractéristique aussi de cette section, c'’est la géographie. Après avoir été rejeté par "sa patrie", Jésus "circulait dans les villages alentour, en enseignant".

L’'envoi en mission des Douze va dans ce sens d’'une extension du Royaume de Dieu : en les envoyant, Jésus élargit son activité en paroles et en actes, non seulement parmi les Juifs, mais aussi parmi les païens (7, 24…). À travers l’'enseignement donné aux envoyés, Jésus va révéler quelle est la vraie nourriture indispensable pour la route, en faisant mémoire de l'’histoire du peuple. Et il commence par leur rappeler l’'essentiel de l'’équipement du peuple quand il s’'apprêtait à manger la première pâque de l’'histoire, selon qu'’il est écrit au livre de l’'Exode :

"C'’est ainsi que vous la mangerez : vos reins ceints, vos sandales aux pieds et votre bâton en main." (Ex 12, 11)

Et dans S. Marc : il leur prescrivit de ne rien prendre pour la route qu'’un bâton seulement, ni pain, ni besace, ni menue monnaie pour la ceinture mais : "allez, chaussés de sandales". Le dépouillement, la pauvreté, sont indispensables pour prendre la route au nom du Seigneur qui sait donner au jour le jour ce qui convient, comme il le fit jadis pour le peuple au désert :

"(Le Seigneur ton Dieu) t’'a rendu humble, il t’a fait sentir la faim, il t’'a donné la manne que ni toi ni tes pères n’'aviez connue, pour te montrer que l’'homme ne vit pas seulement de pain, mais que l’'homme vit de tout ce qui sort de la bouche du Seigneur. " (Dt 8, 3)

L'’envoi des Douze est comme un Exode de la terre d’'Égypte vers la Terre Promise, en passant par la Mer Rouge et le désert. Les consignes sont les mêmes que pour les douze tribus d'’Israël qui, la nuit, devaient manger la Pâque à la hâte, prêts à partir : un bâton à la main et des sandales aux pieds (contrairement à Matthieu et Luc !). Le repas pascal est vu comme une nourriture pour soutenir les forces des pèlerins. Leur véritable patrie, la vraie Terre Promise, c'’est le Royaume annoncé par Jésus :

"C'est dans la foi qu'ils sont tous morts sans avoir connu la réalisation des promesses ; mais ils l'avaient vue et saluée de loin, affirmant que, sur la terre, ils étaient des étrangers et des voyageurs. Or, parler ainsi, c'est montrer clairement qu'on est à la recherche d'une patrie. S'ils avaient pensé à celle qu'ils avaient quittée, ils auraient eu la possibilité d'y revenir. En fait, ils aspiraient à une patrie meilleure, celle des cieux. Et Dieu n'a pas refusé d'être invoqué comme leur Dieu, puisqu'il leur a préparé une cité céleste. " (He 11, 13-16).

Pierre, l’un des Douze, écrira après la Pentecôte :

"Moi, Pierre, Apôtre du Christ Jésus, à vous qui êtes comme en exil, dispersés (...) Que la grâce et la paix vous soient accordées en abondance." (1 P, 1, 1-2)

Et encore :

"Mes bien-aimés, puisque vous êtes ici-bas des gens de passage et des voyageurs, je vous exhorte à fuir les tendances égoïstes de la chair qui mènent leur combat contre l'âme. Ayez au milieu des païens une conduite excellente ; ainsi, alors même qu'ils vous calomnient en vous traitant de malfaiteurs, ils auront devant les yeux vos actions excellentes, et ils rendront gloire à Dieu, le jour où il viendra visiter son peuple." (1 P 2, 11-12)

Voilà ce qui donne un sens à la pauvreté. Ce n'’est pas la pauvreté pour la pauvreté, mais le dépouillement, le désencombrement pour pouvoir voyager léger :

"Frères, je dois vous le dire : le temps est limité. Dès lors, que ceux qui ont une femme soient comme s'ils n'avaient pas de femme, ceux qui pleurent, comme s'ils ne pleuraient pas, ceux qui sont heureux, comme s'ils n'étaient pas heureux, ceux qui font des achats, comme s'ils ne possédaient rien, ceux qui tirent profit de ce monde, comme s'ils n'en profitaient pas. Car ce monde tel que nous le voyons est en train de passer. " (1 Co 7, 29-31)

C'’est ce qui donne sens, non seulement à la pauvreté, mais aussi à la faim, aux larmes, à la persécution :

"Regardant alors ses disciples, Jésus dit : ‘ Heureux, vous les pauvres : le royaume de Dieu est à vous ! Heureux, vous qui avez faim maintenant : vous serez rassasiés ! Heureux, vous qui pleurez maintenant : vous rirez ! Heureux êtes-vous quand les hommes vous haïssent et vous repoussent, quand ils insultent et rejettent votre nom comme méprisable, à cause du Fils de l'homme. Ce jour-là, soyez heureux et sautez de joie, car votre récompense est grande dans le ciel : c'est ainsi que leurs pères traitaient les prophètes. Mais malheureux, vous les riches : vous avez votre consolation ! Malheureux, vous qui êtes repus maintenant : vous aurez faim ! Malheureux, vous qui riez maintenant : vous serez dans le deuil et vous pleurerez ! Malheureux êtes-vous quand tous les hommes disent du bien de vous : c'est ainsi que leurs pères traitaient les faux prophètes. ‘" (Lc 6, 20-26)

"Ils partirent, et proclamèrent qu’il fallait se convertir": Quant aux malades du corps et de l'’âme, ils ne sont pas oubliés. Oh non ! Dans leur voyage à la recherche de la patrie, le Seigneur donne aux Douze de faire la même chose que lui. Mais alors qu'’à cause de l'’incrédulité de ses compatriotes, Jésus ne pouvait que guérir quelques infirmes, les Douze "chassaient beaucoup de démons, faisaient des onctions d'’huile à de nombreux malades, et les guérissaient".

"Amen, amen, je vous le dis : celui qui croit en moi accomplira les mêmes œoeuvres que moi. Il en accomplira même de plus grandes, puisque je pars vers le Père" (Jn 14, 12).

L'’Église, ce n’'est pas Jésus diminué, dilué. L'’Église, c’'est Jésus tout entier "pour la multitude".

Remarquez que S. Marc est le seul parmi les évangélistes à parler des onctions d'’huile. L'’huile était utilisée pour soigner les blessures. Pensez au bon Samaritain, lui aussi en voyage, et qui aperçoit un autre voyageur qui était tombé sur des bandits. Dépouillé, roué de coups, il était resté au bord du chemin à moitié mort. Il verse de l’'huile sur ses plaies (Lc 10, 30-35). Les Douze feront "de même" (v. 37).

Le Concile de Trente enseigne qu'’il faut voir dans ce geste des Douze une "allusion" au sacrement de l’'Onction des malades, qui sera institué par le Seigneur et plus tard "recommandé aux fidèles et promulgué par l’'apôtre Jacques" (cf. Jc 5, 14 s.).

À propos de maladies, Jean-Jacques Rousseau gémissait : "Que d’'hommes entre Dieu et moi…". Voici le diagnostic d'’un certain Joseph Ratzinger pour ceux qui sont atteints de la même maladie :

"Pour nous, hommes d’'aujourd’hui, le scandale fondamental du christianisme consiste tout d’abord simplement dans l’'extériorité dont la réalité religieuse paraît affectée. C'’est pour nous un scandale que Dieu doive être communiqué par tout un appareil extérieur : l’'Église, les sacrements, le dogme, ou même simplement la prédication (kérygme), dans laquelle on se réfugie volontiers pour atténuer le scandale, et qui cependant est aussi quelque chose d'’extérieur. Face à tout cela se pose la question : Dieu habite-t-il donc dans les institutions, des événements ou des paroles ? Est-ce que l’'Éternel n’'atteint pas chacun de nous de l'’intérieur ?" (La foi chrétienne hier et aujourd’hui)

Et puis il y a ceux qui passent leur temps à se plaindre du mauvais exemple donné par les papes de la Renaissance. Comme ceux d'’aujourd’hui sont plus sortables, on se rabat sur les rouages du Vatican.

Le cardinal von Balthasar a écrit un livre intitulé : "Le complexe anti-romain". De cet ouvrage, il écrira plus tard : "un ouvrage dont la vente a été difficile, car aucun de ceux qui souffraient de cette maladie ne l’'ont acheté !"

"Je suis de tout cœoeur avec ceux qui se plaignent du mauvais exemple donné par des clercs et qui réclament une ‘ réforme ‘ de toute l’Église, écrit André Manaranche, à condition qu'’ils commencent par eux-mêmes, qu'’ils ne détruisent pas l’'Église du dedans et qu'’ils n’'en sortent pas avec insolence !"

Et il cite en note un passage d'’une lettre fictive qu’'adressa Bernanos à Martin Luther, et qui disait en substance :

"Mon cher Martin, tu as eu des ennuis avec les curés : comme je te comprends, car j'’en ai moi aussi ! Mais ce n’'est pas ainsi que tu aurais dû t’'y prendre. Vois François d'’Assise : il a sûrement bondi d’'indignation devant les clercs huppés et frivoles de son temps, mais au lieu de les dénoncer, il s’'est enfoncé dans la pauvreté comme dans un bain purifiant. Il n’'a pas réformé : il s'’est réformé lui-même. Et il a réussi à restaurer une Église qui tombait en ruines. Alors que toi, le réformateur pimpant et virulent, tu as fini par devenir un homme aux joues bouffies et aux yeux ternes. Un vrai gâchis !"

Revenons à notre ananas. Si vous le voulez nature, que nous dit l’'évangile de S. Marc ? Les premiers mots de l'’Évangile de S. Marc affirment nettement la divinité de Jésus Christ :

  "Commencement de l’'Évangile de Jésus-Christ, fils de Dieu" (Mc 1, 1).

Cette affirmation de la divinité de Jésus, telle que S. Marc l’'exprime dans les premiers mots de son Évangile, est assurément un résumé du message contenu dans son livre. Résumé que, par ailleurs, l’'évangéliste présente comme une clé nécessaire à la compréhension de toutes les choses que le lecteur va découvrir par la suite : si l’'on ne croit pas que Jésus est le Messie et le Fils de Dieu, on ne peut comprendre l’'Évangile. Au fond, toutes les hérésies, y compris les erreurs qui concernent le mystère de l’'Église, reviennent à tomber dans l’'un des deux extrêmes : ou bien nier la divinité de Jésus, ou bien nier son humanité. L’'Esprit Saint a voulu que soient rapportées les paroles d’'un officier romain présent au Calvaire comme pour résumer l'’Évangile de S. Marc :

  "Le centurion qui se tenait en face de Jésus, voyant qu’il avait expiré en jetant un tel cri, dit : Vraiment cet homme était Fils de Dieu !" (Mc 15, 39)

Ce centurion-là était mûr pour entrer dans l’'Église. Vatican II (LG 8) enseigne que ce mystère n’'est pas sans analogie avec le mystère de l’'Église :

 

"Le Christ, unique médiateur, crée et continuellement soutient sur la terre, comme un tout visible, son Eglise sainte, communauté de foi, d'espérance et de charité, par laquelle il répand, à l'intention de tous, la vérité et la grâce. Cette société organisée hiérarchiquement d'une part et le Corps mystique d'autre part, l'assemblée discernable aux yeux et la communauté spirituelle, l'Eglise terrestre et l'Eglise enrichie des biens célestes ne doivent pas être considérées comme deux choses, elles constituent au contraire une seule réalité complexe, faite d'un double élément humain et divin. C'est pourquoi, en vertu d'une analogie qui n'est pas sans valeur, on la compare au mystère du Verbe incarné. Tout comme en effet la nature prise par le Verbe divin est à son service comme un organe vivant de salut qui lui est indissolublement uni, de même le tout social que constitue l'Eglise est au service de l'Esprit du Christ qui lui donne la vie, en vue de la croissance du corps. (cf. Ep 4,16)"

 

C’'est l’'Église qui fait que nous pouvons voir Jésus aujourd’'hui. C'’est l’'Église qui fait que nous pouvons entendre Jésus aujourd’'hui. C’est l’'Église qui fait que nous pouvons toucher Jésus aujourd’'hui. Sans l'’Église, Jésus, c’'est le vague souvenir d’'un temps révolu. Vive Jésus ! Vive l’'Église ! ... Et vive les ananas nature !

C'’est pour nous un scandale que Dieu doive être communiqué par tout un appareil extérieur : l’'Église, les sacrements, le dogme, ou même simplement la prédication...

C'’est pour nous un scandale que Dieu doive être communiqué par tout un appareil extérieur : l’'Église, les sacrements, le dogme, ou même simplement la prédication...

Lectures 15° dimanche du Temps Ordinaire B

dominicanus

1ère lecture : « Va, tu seras prophète pour mon peuple » (Am 7, 12-15)

 

Lecture du livre du prophète Amos

En ces jours-là, 
    Amazias, prêtre de Béthel, dit au prophète Amos :
« Toi, le voyant, va-t’en d’ici, 
fuis au pays de Juda ; 
c’est là-bas que tu pourras gagner ta vie 
en faisant ton métier de prophète. 
    Mais ici, à Béthel, arrête de prophétiser ; 
car c’est un sanctuaire royal, 
un temple du royaume. »
    Amos répondit à Amazias : 
« Je n’étais pas prophète 
ni fils de prophète ; 
j’étais bouvier, et je soignais les sycomores. 
    Mais le Seigneur m’a saisi quand j’étais derrière le troupeau, 
et c’est lui qui m’a dit : 
‘Va, tu seras prophète pour mon peuple Israël.’ »


    – Parole du Seigneur.

 

Psaume : Ps 84 (85), 9ab.10, 11-12, 13-14

 

R/

Fais-nous voir, Seigneur, ton amour,                                                    
et donne-nous ton salut.

 

(Ps 84, 8)

 

J’écoute : que dira le Seigneur Dieu ?
Ce qu’il dit, c’est la paix pour son peuple et ses fidèles.
Son salut est proche de ceux qui le craignent,
et la gloire habitera notre terre.


Amour et vérité se rencontrent,
justice et paix s’embrassent ;
la vérité germera de la terre
et du ciel se penchera la justice.

 

Le Seigneur donnera ses bienfaits,
et notre terre donnera son fruit.
La justice marchera devant lui, 
et ses pas traceront le chemin.

 

2ème lecture : « Il nous a choisis dans le Christ avant la fondation du monde » (Ep 1,3-14)

 

Lecture de la lettre de saint Paul apôtre aux Éphésiens

    Béni soit Dieu, le Père
de notre Seigneur Jésus Christ !
Il nous a bénis et comblés
des bénédictions de l’Esprit,
au ciel, dans le Christ.


    Il nous a choisis, dans le Christ,
avant la fondation du monde,
pour que nous soyons saints, immaculés 
devant lui, dans l’amour.


    Il nous a prédestinés
à être, pour lui, des fils adoptifs
par Jésus, le Christ.


Ainsi l’a voulu sa bonté,
    à la louange de gloire de sa grâce,
la grâce qu’il nous donne
dans le Fils bien-aimé.


    En lui, par son sang,
nous avons la rédemption,
le pardon de nos fautes.


C’est la richesse de la grâce
que Dieu a fait déborder jusqu’à nous
en toute sagesse et intelligence. 


    Il nous dévoile ainsi le mystère de sa volonté,
selon que sa bonté l’avait prévu dans le Christ :
    pour mener les temps à leur plénitude,
récapituler toutes choses dans le Christ,
celles du ciel et celles de la terre.


    En lui, nous sommes devenus
le domaine particulier de Dieu,
nous y avons été prédestinés 
selon le projet de celui qui réalise tout ce qu’il a décidé :
il a voulu  que nous vivions 
à la louange de sa gloire,
nous qui avons d’avance espéré dans le Christ.


    En lui, vous aussi,
après avoir écouté la parole de vérité,
l’Évangile de votre salut,
et après y avoir cru,
vous avez reçu la marque de l’Esprit Saint.
Et l’Esprit promis par Dieu
    est une première avance sur notre héritage,
en vue de la rédemption que nous obtiendrons,
à la louange de sa gloire.


    – Parole du Seigneur.

 

Evangile : « Il commença à les envoyer » (Mc 6,7-13)

 
Acclamation :

Alléluia. Alléluia. 
Que le Père de notre Seigneur Jésus Christ      
ouvre à sa lumière les yeux de notre cœur,
pour que nous percevions l’espérance que donne son appel.
Alléluia.

 

(cf. Ep 1, 17-18)
 

Evangile de Jésus Christ selon saint Marc

En ce temps-là,
    Jésus appela les Douze ; 
alors il commença à les envoyer en mission deux par deux. 
Il leur donnait autorité sur les esprits impurs, 
    et il leur prescrivit de ne rien prendre pour la route, 
mais seulement un bâton ; 
pas de pain, pas de sac, 
pas de pièces de monnaie dans leur ceinture. 
    « Mettez des sandales, 
ne prenez pas de tunique de rechange. » 
    Il leur disait encore : 
« Quand vous avez trouvé l’hospitalité dans une maison, 
restez-y jusqu’à votre départ. 
    Si, dans une localité, 
on refuse de vous accueillir et de vous écouter, 
partez et secouez la poussière de vos pieds : 
ce sera pour eux un témoignage. » 
    Ils partirent, 
et proclamèrent qu’il fallait se convertir. 
    Ils expulsaient beaucoup de démons, 
faisaient des onctions d’huile à de nombreux malades, 
et les guérissaient.


    – Acclamons la Parole de Dieu.

Lectures 15° dimanche du Temps Ordinaire B

Dieu veut des amis, et non des esclaves - Homélie 14° dimanche du T.O. B

dominicanus #Homélies Année B (2008-2009)
Et il s’étonna de leur manque de foi.

Et il s’étonna de leur manque de foi.

Saint Marc fait deux observations déroutantes dans le passage de l'évangile de ce jour.

D'abord il fait mention des frères et des sœurs de Jésus. Comment Jésus peut-il avoir des frères et des sœurs si Marie est « toujours vierge » ? A cette question il est assez facile de répondre : dans la tradition hébraïque, c'est tout simplement une référence à la parenté de Jésus, cousins, neveux et nièces, etc.

 

La seconde difficulté est la suivante. Saint Marc nous raconte que quand Jésus prêche pour la première fois dans son pays (Nazareth), il s'étonne du manque de foi de ses compatriotes. Ceux-ci étaient étonnés par son éloquence, mais peu enclins à croire et à obéir. Ils avaient, comme le peuple d'Israël dans la première lecture de ce dimanche, « le visage dur, et le cœur obstiné ». Dans les deux cas, par les prophètes de l'Ancien Testament et par Jésus dans le Nouveau Testament, Dieu parlait clairement à son peuple, mais le peuple a refusé d'écouter.

 

Ceci est assez étonnant, car, après tout, Dieu est tout-puissant, et il nous a créés pour vivre en communion avec lui. L'on serait donc en droit de penser que nous pouvons répondre automatiquement et correctement quand Dieu nous parle, et que nous sommes attirés par lui comme le fer par l'aimant. Pourquoi les choses ne se passent-elles pas comme ça ? Pour la raison toute simple que Jésus ne s'impose à qui que ce soit. En lui, Dieu met volontairement un frein à sa toute-puissance par respect de la liberté humaine. Il multiplie les signes et les indications pour attester qu'il est digne de foi, qu'il est ce qu'il dit être, mais il se refuse à nous donner des preuves qui ne laisseraient aucune place à la confiance, à la foi. Dieu invite, il ne contraint pas. Il est comme un roi qui mène des guerres en faisant appel à notre cœur, en montrant son amour, et en disant la vérité. Mais si nous refusons ses avances, il nous laisse libres de choisir notre propre chemin. Il veut des disciples qui soient des amis, et non pas des esclaves, un royaume de liberté, et non pas de servitude.

 

Voilà pourquoi l'Eglise a publiquement fait repentance, demandant solennellement pardon pour toutes les fois où des catholiques ont essayé de contraindre des non-catholiques à se convertir. Cette repentance publique a été faite par saint Jean Paul II au nom de tous les catholiques lors du Grand Jubilé de l'An 2000. La cérémonie eut lieu le 12 mars 2000 sur la Place Saint-Pierre. On avait placé un grand crucifix et allumé un cierge chaque fois que le Saint-Père implorait le pardon de Dieu pour les péchés passés des membres de l'Eglise. Certains de ces péchés ont été commis pour avoir oublié que Dieu respecte la liberté de chacun et de chaque peuple, et que Dieu ne veut pas des disciples qui soient des esclaves, mais des amis.

Cependant, le fait de forcer des gens à devenir catholiques n'a jamais été la politique officielle de l'Eglise. Mais au cours de l'histoire, il est arrivé qu'individuellement, des catholiques, et même des évêques et des prêtres, ont adopté cette politique, lors de l'Inquisition espagnole au Moyen Age, par exemple. Certains membres des Chevaliers Teutoniques, un ordre de soldats chrétiens qui florissait au Moyen Age, commirent également ce péché.

 

Quand le Saint-Père a fait repentance pour ces péchés, il ne les a pas énumérés les uns après les autres. Au lieu de cela, après que le cardinal Ratzinger eut invité chacun à la repentance, saint Jean Paul II est allé droit à l'essentiel. Voici ce qu'il a dit :

 

Cardinal Ratzinger: 

Prions pour que chacun de nous, 
reconnaissant que des hommes d'Eglise 
au nom de la foi et de la morale, 
ont parfois eu recours, eux aussi, 
à des méthodes non évangéliques 
en accomplissant leur devoir de défendre la vérité, 
sache imiter le Seigneur Jésus, doux et humble de coeur. 

Prière en silence. 

Saint Jean Paul II: 

Seigneur, Dieu de tous les hommes, 
à certaines époques de l'histoire, 
les chrétiens se sont parfois livrés à des méthodes d'intolérance 
et n'ont pas observé le grand commandement de l'amour, 
souillant ainsi le visage de l'Eglise, ton épouse. 
Montre ta miséricorde à tes enfants pécheurs 
et accueille notre ferme propos 
de chercher et de promouvoir la vérité dans la douceur de la charité, 
sachant bien que la vérité 
ne s'impose qu'en vertu de la vérité elle-même. 
Par Jésus, le Christ, notre Seigneur. 

R. Amen.

 

Jésus veut donc des amis, et non des esclaves. Ceci nous permet de comprendre une autre difficulté de l'évangile de ce jour. Saint Marc nous dit que le manque de foi des compatriotes est la raison pour laquelle Jésus ne pouvait accomplir que peu de miracles. Parfois nous pensons que les miracles, les grâces, les consolations spirituelles nous sont donnés pour nous permettre de croire, comme pour neutraliser le risque que comporte le fait de suivre Jésus. Or, c'est tout le contraire. Au début, Jésus nous adresse la parole à un niveau personnel, comme un ami, nous invitant à le suivre, pour nous engager à travailler au Royaume de Dieu et à le laisser travailler dans nos cœurs. Ensuite, dès que nous avons fait ce premier pas, dans la confiance, il nous montre des signes qui confirment notre foi et des grâces qui stimulent notre confiance. Demander à Dieu des assurances avant même de le suivre, cela reviendrait à vouloir traiter avec lui comme des commerçants avant de signer un contrat, et  non comme des amis au moment de conclure une alliance, un pacte d'amitié. Si Dieu voulait des disciples qui soient des esclaves, il les convaincrait en faisant étalage de sa puissance. Mais, au lieu de cela, il désire que nous le suivions pas amour, et non par peur.

 

Aujourd'hui nous devrions donc nous demander quelles sont les invitations que Dieu nous a adressées, et comment nous y avons répondu. A-t-il parlé à notre conscience, pour nous inviter à nous débarrasser de tel péché, de telle mauvaise habitude de péché, pour accepter son pardon dans le sacrement de la confession ? Nous a-t-il parlé par certaines circonstances de notre vie, ou par des inspirations, pour nous inviter à le suivre plus étroitement dans un vocation sacerdotale ou consacrée ? Nous a-t-il suggéré de faire quelque chose pour l'Eglise ou pour notre prochain ?

 

Aujourd'hui, au moment où Jésus renouvelle son engagement envers nous au cours de cette Eucharistie, écoutons attentivement sa voix dans nos cœurs, et suivons-le courageusement où que ce soit, étant certains qu'il nous y conduira par la puissance de sa grâce.

 

Jésus fait toujours scandale ! - Homélie 14° dimanche du T.O. B

Walter Covens #homélies (patmos) Année B - C (2006 - 2007)

 

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Jésus vient d’'entraîner les Douze et les autres disciples dans une virée apostolique sur le lac et ses environs. C'’est le prototype de tout séminaire et le modèle de toute école d’'évangélisation, en paroles et en actes (cf. homélie de dimanche dernier).

Toujours accompagné de ses disciples, il revient à Nazareth. C'’était devenu rare. Il avait installé son QG à Capharnaüm, et non pas à Nazareth (Mt 4, 13 ; cf. Mc 2, 1). Ce choix ne manquera pas de susciter des problèmes de jalousie (Lc 4, 23). Ou serait-ce plutôt la jalousie de ses compatriotes, fac-similé de la jalousie du démon, qui aura dicté à Jésus son choix ? L'’un n’empêche pas l’'autre. En tout cas, Jésus citera le proverbe (qui ne s’'applique donc pas seulement à lui) : " Un prophète n’'est méprisé que dans son pays, sa famille et sa propre maison. " v. 4)

À Nazareth, Jésus retrouve sa famille, le monde de son enfance, de son adolescence, de sa jeunesse et de sa vie professionnelle jusqu'’à l'’âge de trente ans. Il ne change rien à ses habitudes. Le jour du sabbat, il se rend à la synagogue, tout comme à Capharnaüm et ailleurs (Mc 1, 21 ; 3, 1). La deuxième lecture de l’'office de la synagogue, le jour du sabbat, est toujours prise dans un livre prophétique de l'’Écriture. Un assistant pouvait se présenter comme volontaire, non seulement pour la proclamer, mais aussi pour la commenter. Jésus ne se fait pas prier.

Quelle est la réaction de l'’auditoire ? S. Marc, ainsi que S. Matthieu dans le passage parallèle, emploient successivement trois termes qui dénotent une évolution significative.

D'’abord, les auditeurs sont " frappés d’étonnement ". En créole, on dirait : " Yo sézi. " À l’'origine de ce "saisissement", il y a un trouble : "D’'où cela lui vient-il ?" Remarquons de nouveau ici l'’insistance sur le couplage : paroles-actes ( "cette sagesse qui lui a été donnée" –- "ces grands miracles qui se réalisent par se mains" ).

Dans un deuxième temps, l’'étonnement fera place au scandale : "Et ils étaient profondément choqués (= scandalisés) à cause de lui." Le scandale, c’'est, au sens littéral, la pierre qui fait trébucher et tomber (cf. Lv 19, 14). Au sens figuré dans la Bible, le scandale, c'’est tout ce qui peut faire "perdre" la foi (par exemple : la souffrance et le mal) ou entraîner au péché (comme un mauvais exemple donné par les grands aux petits).

En fait, au lieu de dire "perdre" la foi, il faudrait dire : "tomber" dans l'’incrédulité. On ne perd pas la foi comme on perd son trousseau de clés ! Quand on met un obstacle sur la route d'’un aveugle, il tombera à coup sûr, il sera "scandalisé" au sens littéral. Ce n'’est pas de sa faute. Dans ce sens, c’'est celui qui scandalise, celui qui fait tomber, qui commet un péché. Mais la cause et la responsabilité de la "chute" peuvent aussi venir de celui qui tombe, s'’il n’a pas l’'excuse de la cécité. Quelqu'’un peut "se laisser tomber" devant la première difficulté venue, en refusant la lumière qui lui est offerte (ou comme un joueur de football, pour que l’'arbitre siffle un penalty, pardon : un tir de réparation…).

Enfin, le troisième terme employé par S. Marc, celui qui traduit l’'issue de l’'évolution, c'’est précisément l'’absence de foi, l’'incrédulité. C’'est ce dont Jésus sera scandalisé, mais sans se laisser arrêter dans sa progression : "Alors il parcourait les villages d’'alentour en enseignant."

  Alors à qui la faute ? À Jésus, ou à ses "nombreux auditeurs" ? Jésus est bien "la pierre d’'achoppement" C'’est la prophétie de Syméon qui, dans le temple, s'’adresse aux parents de Jésus. Eux aussi "s'’étonnaient de ce qu’'on disait de lui", mais "Syméon les bénit, puis il dit à Marie sa mère : ‘ Vois, ton fils qui est là provoquera la chute et le relèvement de beaucoup en Israël ‘" (Lc 2, 34 ).

Si ses auditeurs trébuchent sur lui, c’'est qu'’ils sont aveugles. Alors, Jésus, en condamnant ceux qui scandalisent les petits, se condamne-t-il lui-même ? Bien sûr que non. Ici, on pourrait citer un autre proverbe : "Il n’'y a point de pire sourd (aveugle) que celui qui ne veut pas entendre (voir)." Les auditeurs ont tout ce qu'’il faut pour être éclairé et pour ne pas tomber, ou pour se relever : tout ce temps que Jésus a vécu avec eux à Nazareth, la lecture du livre des prophètes qui venait de leur être faite, l’'enseignement de Jésus qu'’ils venaient d’'entendre, les signes qu'’il a accomplis "de ses mains" … Si ses compatriotes ne "voient" pas (ne croient pas) la divinité de Jésus en même temps que son humanité, c’'est qu'’ils sont aveuglés par l’'orgueil. C'’est pourquoi ils sont incapables de surmonter l’'obstacle que constitue le paradoxe de la sagesse des paroles et la puissance des miracles de Jésus, en qui ils ne voient que "le charpentier, le fils de Marie". La filiation humaine exclut pour eux la filiation divine.

Autrement dit, l’'obstacle, le scandale, se trouve, non pas en Jésus, mais dans leur orgueil. L’'orgueilleux ne peut pas (ne veut pas) concevoir la Sagesse de Dieu qui "s'’abaisse" jusqu'’à parler par une bouche humaine. Il ne peut pas (ou ne veut pas) non plus concevoir la puissance de Dieu s’'exercer par des mains humaines. Par contre, pour celui qui est humble de cœoeur comme Jésus lui-même, tout s’'éclaire précisément là où les autres tombent.

"L’'amour seul est digne de foi" (von Balthasar).

Or, le propre de l’'amour est justement de s'’abaisser. Cela ne veut pas dire que tout devient toujours évident tout de suite.

Prenons rapidement deux exemples : S. Jean-Baptiste et S. Paul. Jean, un des "frères" de Jésus, le plus grand des prophètes, et à ce double titre, lui aussi, témoin privilégié de l’'abaissement de Dieu. Il avait rendu témoignage à Jésus en disant : "Voici venir derrière moi celui qui est plus puissant que moi. Je ne suis pas digne de me courber à ses pieds pur défaire la courroie de ses sandales. Moi je vous ai baptisés dans l’eau ; lui vous baptisera dans l’Esprit Saint." (Mc 1, 7-8) Mais après son arrestation, alors qu'’il se trouve en prison, il envoie ses disciples demander à Jésus : "Es-tu celui qui doit venir, ou devons-nous en attendre un autre ?" Il y a bien en lui un combat, le combat de la foi.

Pour S. Paul aussi, il y aura un combat. Il avait eu des visions et des révélations "exceptionnelles"; il avait "entendu des paroles inexprimables, qu'’on n’a pas le droit de redire". Le combat, c'’est la fameuse écharde dans la chair. Là non plus, on ne connaît pas la nature exacte de cette "écharde". On ne sait pas si cette écharde a fait couler beaucoup de sang, mais, en tout cas, elle a fait couler beaucoup d’'encre. La majorité des commentateurs pensent qu'’il doit s'’agir d’'une maladie (cf. Ga 4, 14-15) Certains pensent à une épilepsie, puisque S. Paul parle d’'un "envoyé de Satan" et que l’'épilepsie était considérée dans l’'Antiquité comme une possession diabolique. D'’autres pensent à une crise de dépression. Quelqu’'un qui avait interrogé Marthe Robin sur le sujet me disait qu’'elle avait répondu : "S. Paul était un homme, et il avait la tentation d’'un homme…."

Quoi qu'’il en soit, la foi est rarement un fleuve tranquille. Je note seulement que le combat de la foi existe, et que, tôt ou tard, sous une forme ou une autre, il est le lot de tout croyant. Jean et Paul ont bien trébuché sur la pierre d'’achoppement, mais le Seigneur les a relevés, et ils ont progressé dans leur foi. Le Seigneur a répondu à Jean : "Allez rapporter à Jean ce que vous entendez (paroles) et voyez (gestes de puissance) : Les aveugles voient, les boiteux marchent, les lépreux sont purifiés, les sourds entendent, les morts ressuscitent, et la Bonne Nouvelle est annoncée aux pauvres." Et il ajoute : "Heureux celui qui ne tombera pas (qui ne sera pas scandalisé) à cause de moi !" (Mt 11, 2-6) C'’est une béatitude !

En fait, les paroles de Jésus sont au conditionnel (J. Dupont) : "Heureux celui qui ne serait pas scandalisé", comme pour nous suggérer que cela est loin d’'être une fatalité. Saint Marc exprime cette nuance par l'’observation : "(Jésus) s’'étonna de leur manque de foi." Tout comme l'’orgueil ne peut comprendre l'’humilité, l'’humilité est incapable de comprendre l’'orgueil…. À Paul, qui le prie d’'écarter de lui cet envoyé de Satan, le Seigneur répondra : "Ma grâce te suffit : ma puissance donne toute sa mesure dans la faiblesse."

  Dans les deux réponses de Jésus se retrouvent les deux éléments : la puissance et la faiblesse, ou mieux : la puissance dans la faiblesse. Or, ces deux éléments, pris ensemble, sont justement ce qui caractérise, selon S. Paul, Jésus de Nazareth : "il a été crucifié à cause de sa faiblesse, mais il est vivant à cause de la puissance de Dieu" (2 Co 13, 4). Parce qu'’il est le fils de Marie, il est faible ; parce qu'’il est le Fils de Dieu, il est puissant. Et c’'est la même personne qui est faible et puissante. "Heureux celui qui ne serait pas scandalisé !"

Puisque nous sommes dans les proverbes, en voici un en créole de la Martinique : "Fok ou mété difé an pay pou’w tann langaj kritjet." (Il faut mettre le feu à la paille pour connaître le cri du criquet). Il a fallu le feu pour faire aboutir le cri de foi de Jean-Baptiste : "Lui, il faut qu'il grandisse ; et moi, que je diminue." (Jn 3, 30 ) Il a fallu le feu pour que nous puissions entendre cri de la foi de S. Paul : "Je n’'hésiterai pas à mettre mon orgueil dans mes faiblesses, afin que la puissance du Christ habite en moi." (2 Co 12, 9)

"Ainsi seront dévoilées les pensées secrètes d’un grand nombre." (Lc 2, 35)

Nous, croyants du troisième millénaire, que devons-nous retenir surtout de tout ceci ? "Celui qui veut croire au Christ est obligé de devenir son contemporain dans l'’abaissement" , écrit Kierkegaard. Ce qui met le feu à la paille de notre foi, c’'est le scandale de l’'Incarnation du Verbe (selon S. Jean). Ce scandale ne nous est pas épargné. Même si nous sommes plus habitués à l’'entendre dans l’'abstrait, dans le concret, c’'est autre chose : il est toujours vrai que quand Jésus vient parmi les siens, que les siens ne le reçoivent pas. Mais à tous ceux qui le reçoivent et qui croient en lui, il leur est donné le pouvoir de devenir enfants de Dieu (cf. Jn 1, 11-12).

Ce qui met le feu à la paille de notre foi, c’'est aussi le scandale de la croix (selon S. Paul). Ce scandale ne nous est pas épargné non plus ; et il demeure toujours vrai que le Christ crucifié est scandale pour les croyants d'’aujourd’hui, folie pour les non-croyants. Mais pour ceux qui sont appelés, c’'est le Christ, puissance de Dieu et sagesse de Dieu (cf. 1 Co 1, 22-24). "Jésus Christ, hier et aujourd'hui, est le même, il l'est pour l'éternité" (He 13, 8). C'’est toujours le même feu, le même scandale : "Cent, trois cents, ou mille huit cents ans ne lui ajoutent ou ne lui retirent rien ; ils ne le changent pas, ni ne révèlent qui il était, parce que seule la foi peut manifester qui il est." (Kierkegaard)

Seul ce double scandale peut faire entendre au monde d’'aujourd’'hui le cri de la foi. Nous sommes contemporains du Christ par le mystère de l’'Église, par les sacrements. Nous sommes scandalisés, moi autant que vous, par le pouvoir que Dieu donne aux hommes de dire : "Tes péchés sont pardonnés" (cf. Mt 9, 2-3). Nous sommes scandalisés, moi comme vous, par le pouvoir que Dieu donne aux hommes de dire : "Prenez et mangez en tous : ceci est mon Corps, livré pour vous." (Mc 14, 22-24 ; cf. Jn 6, 60-62) Nous sommes scandalisés par la prédication de l’'Église, qui comme celle de S. Paul est puissance de Dieu et sagesse de Dieu (1 Co 1, 23-24).

Si le feu de ce scandale, sous sa forme "contemporaine", nous heurte, ce n’'est pas pour que nous nous taisions, ou pour qu’'après avoir vu ou lu le "Da Vinci Code" nous perdions notre temps dans des doutes stériles. Oui, Jésus est toujours étonné de notre manque de foi, aujourd’hui autant que jadis ! C'’est pour nous faire proclamer le cri de la foi, à temps et à contretemps (cf. 2 Tm 4, 2).

"Soumettez-vous donc vous-mêmes à l'épreuve, écrit S. Paul, pour savoir si vous êtes dans la foi, vérifiez votre propre authenticité. Mais peut-être ne reconnaissez-vous pas que le Christ Jésus est en vous (après l'’Ascension) : alors votre foi n'est pas authentique." Et il poursuit : "Ce que nous demandons dans notre prière, c'est que vous avanciez vers la perfection." (2 Co 13, 5.9)

Quant à Jésus, loin de se laisser décourager, "il parcourait les villages d'’alentour en enseignant." Faire comme les "nombreux auditeurs de la synagogue de Nazareth, ou faire comme les disciples de Jésus : à nous de choisir aujourd’'hui… Suivons-le, et avançons, nous aussi, vers la perfection. AMEN !

Lectures 14° dimanche du Temps Ordinaire B

dominicanus #Liturgie de la Parole - Année B

1ère lecture : Le prophète envoyé aux rebelles (Ez 2, 2-5)

 

Lecture du livre d'Ezékiel

L'esprit vint en moi, il me fit mettre debout, et j'entendis le Seigneur qui me parlait ainsi :
« Fils d'homme, je t'envoie vers les fils d'Israël, vers ce peuple de rebelles qui s'est révolté contre moi. Jusqu'à ce jour, eux et leurs pères se sont soulevés contre moi,
et les fils ont le visage dur, et le coeur obstiné. C'est à eux que je t'envoie, et tu leur diras : 'Ainsi parle le Seigneur Dieu...'
Alors, qu'ils écoutent ou qu'ils s'y refusent - car c'est une engeance de rebelles -, ils sauront qu'il y a un prophète au milieu d'eux. »


 

Psaume : 122, 1-2ab, 2cdef, 3-4

 

R/ Nos yeux levés vers toi, Seigneur, espèrent ta pitié.

 

Vers toi j’ai les yeux levés,
vers toi qui es au ciel,
comme les yeux de l’esclave
vers la main de son maître.

Comme les yeux de la servante
vers la main de sa maîtresse,
nos yeux, levés vers le Seigneur notre Dieu,
attendent sa pitié.

Pitié pour nous, Seigneur, pitié pour nous :
notre âme est rassasiée de mépris.
C’en est trop, nous sommes rassasiés
du mépris des orgueilleux !
 
 


 

2ème lecture : La force de l'Apôtre réside dans sa faiblesse (2Co 12, 7-10)

 

Lecture de la seconde lettre de saint Paul Apôtre aux Corinthiens

Frères, les révélations que j'ai reçues sont tellement exceptionnelles que, pour m'empêcher de me surestimer, j'ai dans ma chair une écharde, un envoyé de Satan qui est là pour me gifler, pour m'empêcher de me surestimer.
Par trois fois, j'ai prié le Seigneur de l'écarter de moi. Mais il m'a déclaré : « Ma grâce te suffit : ma puissance donne toute sa mesure dans la faiblesse. » Je n'hésiterai donc pas à mettre mon orgueil dans mes faiblesses, afin que la puissance du Christ habite en moi.
C'est pourquoi j'accepte de grand coeur pour le Christ les faiblesses, les insultes, les contraintes, les persécutions et les situations angoissantes. Car, lorsque je suis faible, c'est alors que je suis fort.




 

Evangile : Jésus n'est pas accepté dans son pays (Mc 6, 1-6)

Acclamation : Le Seigneur a envoyé Jésus, son serviteur, porter pauvres la Bonne Nouvelle du salut. (Lc 4, 18a)
 
 

Évangile de Jésus Christ selon saint Marc

Jésus est parti pour son pays, et ses disciples le suivent.
Le jour du sabbat, il se mit à enseigner dans la synagogue. Les nombreux auditeurs, frappés d'étonnement, disaient : « D'où cela lui vient-il ? Quelle est cette sagesse qui lui a été donnée, et ces grands miracles qui se réalisent par ses mains ?
N'est-il pas le charpentier, le fils de Marie, et le frère de Jacques, de José, de Jude et de Simon ? Ses soeurs ne sont-elles pas ici chez nous ? » Et ils étaient profondément choqués à cause de lui.
Jésus leur disait : « Un prophète n'est méprisé que dans son pays, sa famille et sa propre maison. »
Et là il ne pouvait accomplir aucun miracle ; il guérit seulement quelques malades en leur imposant les mains.
Il s'étonna de leur manque de foi. Alors il parcourait les villages d'alentour en enseignant.
 
 


 

 

 

 

Extrait de la Traduction Liturgique de la Bible - © AELF, Paris
 

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