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Praedicatho homélies à temps et à contretemps
Homélies du dimanche, homilies, homilieën, homilias. "C'est par la folie de la prédication que Dieu a jugé bon de sauver ceux qui croient" 1 Co 1,21

Lectures 2° dimanche de l'Avent C

dominicanus #Liturgie de la Parole - Année C

1ère lecture : En marche vers la Jérusalem nouvelle (Ba 5, 1-9)

 

Lecture du livre de Baruc

Jérusalem, quitte ta robe de tristesse et de misère, et revêts la parure de la gloire de Dieu pour toujours,
enveloppe-toi dans le manteau de la justice de Dieu, mets sur ta tête le diadème de la gloire de l'Éternel.
Dieu va déployer ta splendeur partout sous le ciel,
car Dieu pour toujours te donnera ces noms :« Paix-de-la-justice » et « Gloire-de-la-piété-envers-Dieu ».
Debout, Jérusalem ! tiens-toi sur la hauteur, et regarde vers l'orient : vois tes enfants rassemblés du levant au couchantpar la parole du Dieu Saint ; ils se réjouissent parce que Dieu se souvient.
Tu les avais vus partir à pied, emmenés par les ennemis, et Dieu te les ramène, portés en triomphe, comme sur un trône royal.
Car Dieu a décidéque les hautes montagnes et les collines éternellesseraient abaissées, et que les vallées seraient comblées : ainsi la terre sera aplanie, afin qu'Israël chemine en sécurité dans la gloire de Dieu.
Sur l'ordre de Dieu,les forêts et leurs arbres odoriférants donneront à Israël leur ombrage ;
car Dieu conduira Israël dans la joie, à la lumière de sa gloire, lui donnant comme escorte sa miséricorde et sa justice.
 
 


 

Psaume : Ps 125, 1-2ab, 2cd-3, 4-5, 6

 

R/ Dieu guidera son peuple dans la joie à la lumière de sa gloire

 

Quand le Seigneur ramena les captifs à Sion,
nous étions comme en rêve !
Alors notre bouche était pleine de rires,
nous poussions des cris de joie. 

Alors on disait parmi les nations :
« Quelles merveilles fait pour eux le Seigneur ! »
Quelles merveilles le Seigneur fit pour nous :
nous étions en grande fête !

 
Ramène, Seigneur, nos captifs,
comme les torrents au désert.
Qui sème dans les larmes
moissonne dans la joie. 

 
Il s'en va, il s'en va en pleurant,
il jette la semence ; 
il s'en vient, il s'en vient dans la joie,
il rapporte les gerbes.



 

2ème lecture : Marchons sans trébucher vers le jour du Christ (Ph 1, 4-6.8-11)

 

Lecture de la lettre de saint Paul Apôtre aux Philippiens

Frères, chaque fois que je prie pour vous tous, c'est toujours avec joie, à cause de ce que vous avez fait pour l'Évangile en communion avec moi,
depuis le premier jour jusqu'à maintenant.
Et puisque Dieu a si bien commencé chez vous son travail, je suis persuadé qu'il le continuera jusqu'à son achèvement au jour où viendra le Christ Jésus.
Frères, chaque fois que je prie pour vous tous, c’est toujours avec joie,
Oui, Dieu est témoin de mon attachement pour vous tous dans la tendresse du Christ Jésus.
Et, dans ma prière, je demande que votre amour vous fasse progresser de plus en plus dans la connaissance vraie et la parfaite clairvoyance
qui vous feront discerner ce qui est plus important. Ainsi, dans la droiture, vous marcherez sans trébucher vers le jour du Christ ;
et vous aurez en plénitude la justice obtenue grâce à Jésus Christ, pour la gloire et la louange de Dieu.
 
 
 
 

Evangile : Jean Baptiste prépare le chemin du Seigneur (Lc 3, 1-6)

 
Acclamation : Alléluia. Alléluia. Préparez le chemin du Seigneur, aplanisez la route : tout homme verra le salut de Dieu. Alléluia.
 

Évangile de Jésus Christ selon saint Luc

L'an quinze du règne de l'empereur Tibère, Ponce Pilate étant gouverneur de la Judée, Hérode prince de Galilée, son frère Philippe prince du pays d'Iturée et de Traconitide, Lysanias prince d'Abilène,
les grands prêtres étant Anne et Caïphe, la parole de Dieu fut adressée dans le désert à Jean, fils de Zacharie.
Il parcourut toute la région du Jourdain ; il proclamait un baptême de conversion pour le pardon des péchés,
comme il est écrit dans le livre du prophète Isaïe : A travers le désert, une voix crie :Préparez le chemin du Seigneur,aplanissez sa route.
Tout ravin sera comblé, toute montagne et toute colline seront abaissées ; les passages tortueux deviendront droits, les routes déformées seront aplanies ;
et tout homme verra le salut de Dieu.
 
 


Copyright AELF - 1980 - 2009 - Tous droits réservés
 

ESPERANÇA LOUCA (Lc 21, 25… 36)

Walter Covens #homilias em português
1 Avent C 1lec
    Já estamos no tempo do Advento, princípio dum novo ano litúrgico. O Evangelho desse princípio do ano parece-se muito com o do fim do ano anterior (33° domingo B). Pois, ele pertence também aos « apocalipses sinópticos. O texto de S. Lucas é aquele que melhor faz a distinção entre o que diz respeito à Destruição de Jerusalém e a Parusia. Como toda a literatura apocalíptica da Bíblia ele é um convite à esperança, à esperança contra toda a esperança, pois é uma esperança dentro dum tempo de provas, de subversões, uma esperança que não está baseada sobre sinais de renovação, de melhoração, de alívio, mas só sobre a promessa de Deus. Por isso é que a esperança está simbolizada pela âncora (cf. He 6, 19). A âncora é aquilo que impede o návio ser apanhado pelas águas andar sem governo. A esperança é aquele virtude teologal que o Senhor nos deixa para podermos ficar firmamente agarrados na terra firme das suas promessas no meio das tempestades do mundo.

    Ora, qual é essa promessa ? É uma promessa de felicidade, de felicidade infinita, de felicidade perfeita. É aquela que nos lembra a primeira Leitura : « Estão a chegar dias em que cumprirei a promessa de felicidade que fiz à casa de Israel e à casa de Judá ». Não é o Pofeta quem o diz, é mesmo a « Palavra do Senhor ». Aquela « Palavra do Senhor » é uma « palavra boa ». Portanto é uma boa nova, um evangelho.

    Qual é a felicidade prometida por Deus, a promessa que o Senhor há-de cumprir ? Não é uma felicidade pequena, de pacotilha. É a promessa que o Senhor fez a David por intermédio de Natã : « Quando a tua vida acabar e descansares junto dos teus pais, eu dar-te-ei um sucessor na tua descendência, nascido de ti, e tornarei estável a sua realeza » (2 S 7, 12) Essa certeza é penhor de felicidade, pois a realeza havia-de trazer ao povo a certeza duma protecção contra os inimigos (« Jerusalém ficará segura »), e portanto certeza de paz, de prosperidade, de justiça. É mesmo a certeza de felicidade duradoura : « A tua casa e a tua realeza ficarão sempre diante de Mim, o teu trono ficara estável para sempre » (2 S 7, 16)

    Ora, os sucessores de David, e o próprio David, nunca conseguiram verdadeiramente realizar aquela promessa do Senhor, e a esperança do povo foi abalada quando os reis sucessivos, em vez de estabelecer o reino da paz e da justiça, fizeram « o que é mal aos olhos do Senhor », e por isso levaram o povo até à ruína. Na primeira leitura da missa, quando o Senhor renova solenemente a sua promessa, não só nenhum rei tinha corespondido a essa esperança, ao « retrato-robot » do rei ideal, mas já não havia rei ! O reino que David tinha deixado a Salomão, o seu filho e sucessor, tinha sido dividido : « a casa de Israel » e « a casa de Judá » : Judá e Israel já eram irmãos inimigos. O Povo estava cada vez mais desiludido. A promessa do Senhor parecia cada vez mais fictícia, irreal, a  felicidade prometida cada vez mais longinqua e utópica.


    Naquelas condições, como era possível ficar sem dúvidas ? Como era possível não criticar todos quantos tinham anunciado « palavras boas » dizendo : « Palavra do Senhor » ? Como era possível não querer mal ao Deus que, desde havia séculos tinha feito aquelas promessas tão bonitas, aparentemente nunca cumpridas ? A primeira resposta é esta : para o Senhor, « mil anos são como que um dia ! » (Ps 90,4 ). Um século, para Deus, é só uma hora ! A seguir, não é Deus que não cumpre as suas promessas, são os homens. Deus faz promessas no quadro duma Aliança. Portanto, deve haver reciprocidade. Por isso é que, quando os homens o criticam, Deus responde : « Serei eu que seja duro para convosco ? Não sereis vós que sejais duros para comigo ? » (cf.Ml 3,13). Quando os homens dizem de Deus : « O procedimento de Deus é estranho », o Senhor responde que o que é estranho é o comportamento dos homens (cf. Ez 18, 25 ;29). Quando, aos olhos dos homens Deus parece tardar, não é Ele que é lento, os homens são quem tardam. Deus, por sua parte, é paciente e oferece o tempo para se converter (2 P 3,9)

    Nós sabemos, pelo menos teoricamente, que Deus cumpriu em Jesus todas as suas promessas (cf. 2 Co  1, 20). Ora, o que é que acontece ? No mesmo momento em que Jesus vem, não para abolir mas sim para cumprir, muitos dentro do povo e dos chefes rejeitam-no. Encontramos aqui, mais uma vez o terrível paradoxo da vida com Deus. No domingo de Cristo, Rei do Universo,o Evangelho mostra-nos um Cristo julgado e condenado por Pilatos, um rei coroado de espinhos, um rei crucificado ! É aquele Rei, descendente de David, que vem cumprir as promessas. Ora, ninguém o quer acolher… Pelo contrário, no momento em que o povo queria levar Jesus à força para o fazer Rei (porque acabava de lhes dar pão à fartura, Jesus tinha fugido para evitar os fastos da coroação.

    É no contexto da Paixão que Jesus dá o seu testemunho supremo da Verdade da sua realeza. A Verdade, é esse o objecto da nossa fé. A fé é uma certeza, mas uma certeza que não deixa de encontrar obstáculos, uma vez que não é a certeza evidente duma verdade conforme as medidas da nossa natureza humana ; é,sim, a certeza da Verdade na noite, da Verdade dos pensametos de Deus que estão muito acima do céu e da terra. (cf. Is 55, 9) A fé implica portanto uma espera, a espera duma contemplação face a face duma verdade muito grande para a nossa pobre inteligência, enquanto estamos na terra.

    A esperança também é uma espera. Mas enquanto que na fé esperamos pelo encontro com a Verdade suprema que não podemos contemplar aqui em baxo, com a esperança estamos à espera da possessão da plenitude do bem,da felicidade que não podemos gozar aqui. É mesmo uma coisa louca pela qual esperamos : o encontro com o bem Supremo, com o próprio Deus, o único que possa satisfazer o nosso  desejo e que estará todo em todos (cf. 1 Co 15, 28) Só o amor infinito e todo-poderoso de Deus pode satisfazer todos os desejos de todas as criaturas, dos anjos e dos homens. Então aderimos a Deus já não como Princípio de Luz, mas também como Princípio beatificante capaz de matar a sede duma felicidade muito grande para o meu pobre coração, a sede de felicidade de todas as suas criaturas.

    Aquela espera ultrapassa as nossas capacidades humanas. Os homens podem esperar com um amor humano uma felicidade humana, um mundo melhor ; não podem esperar com uma esperança teologal sem o auxílio de Deus. Podemos cantar com Guy BEART :

É a esperança louca
Que dança e voa
Por cima dos tectos,
Das casas e das praças.
A terra é baixa :
Eu voo para ti.

Tudo está alcançado de antemão ;
Eu começo novamente,
Subo de pés nus
Até ao cimo dos montes,mastros de cocanha
Dos céus desconhecidos

    Mas quais são esses montes desconhecidos ? Guy Béart é natural do Libano. Viveu no Libano, durante uma grade parte de sua juventude ; foi là uma primeira vez, no ano de 1989, à procura do túmulo do seu pai… Não teve tempo para procurar. Era a guerra. Ele próprio conta como escreveu mais uma canção : « Livre Libano ».

Ao regresar da praça dos Mártires, encontrei um companheiro de infância. O pai dele vendia instrumentos de música quand ele tinha 7 anos e eu 12. Tratava sempre de música. Ajudou-me para reunir crianças e adolescentes libaneses no bairro de Dora, devastado, aniquilado, mas menos perigoso hoje do que a Praça dos Canhões ; esse bairro parece-se com um apocalipse de ciência-ficção com os prédios em ruínas, os seus canos de petróleo queimados, torcidos. Alecco HABIB, cantor e músico libanês, emprestou-me a sua guitarra. E Jacques LUSSAN , « kiné », poeta e cantor que me tinha feito a amizade de me acompanhar naquela aventura, realizou, mediante o meu velho gravador, a gravação desse grupo coral improvisado.

Eis algumas palavras dessa canção :

Levantemos o verde da esperança,
O verde do cedro libanês,
O branco do leite da nascença,
O vermelho do sangue dos vivos.

Levantemos o verde da esperança !
Juntos, em toda a parte, melhor do que dantes,
Reunidos para o renascimento
Do mundo em paz pelos seus filhos.

Libano livre
Livre Libano

    Passaram 17 anos… Sabeis o que se seguiu : os acontecimentos dos últimos meses, dos últimos dias. E não acabou, de certeza. Ora, podeis verificar isto : nestas condições, humanamente, tendes que cair no desespero. Mas se tiverdes a força da graça,, podereis fazer o que Jesus diz no Evangelho : « Quando começarem esses acontecimentos, erguei-vos e levantai a cabeça, pois a vossa redenção está próxima, enquanto que « os homens morrerão de medo por causa das infelicidades a caír sobre o mundo »

    Mas se o vosso coração se tornar pesado « na desordem, na embriaguez e nos cuidados da vida », se não rezardes « todo o tempo », não podereis resistir. Não podereis fugir. Não quer dizer que, se rezardes, não virá infelicidade alguma : essa ainda é uma espera humana. « Pão e jogos » : não é isso que Jesus promete. Sucessos a aplausos também não. Se eu vos prometesse no meu « blog »um meio certo para ganhar no proximo « Tiercé » - versão moderna da multiplicação dos pães, mas só para alguns « felizes »( ?) – com certeza que encontraria um sucesso enorme. Não,pelo contrário, aos que rezam e o seguem Jesus anuncia perseguições, que os outros não conhecerão. Por isso é que não quis ser proclamado Messias antes da Páscoa, afim de preservar os seus discípulos daquelas perigosas ilusões. Isso nem sempre bastou. O perigo que vós fugireis é o de perder a fé e de caír no desespero. Fugireis o perigo de olhr para os falsos profetas que vos oferecerão paraísos ilusórios ;fugireis o perigo de vos olhar a vós mesmos como Messias.

    Guy Béart dizia : « Temos todos, agora, que tentar comportar-nos como se fossemos, durante alguns minutos, alguns segundos, o Messias, porque o planeta inteiro está em perigo ». Isto teria o significado de que Jesus teria que deixar , alguns momentos, de ser o Messias… Não, direis vós : « O Senhor é a nossa justiça ».

    Caso contemos com as nossas próprias forças para salvar o mundo, já estamos perdidos. A Paz de Deus não é o resultado dos nossos esforços. A Paz de Deus é o próprio Deus, tal como se dá àquele que aceita dar-lhe lugar para o acolher. Oferecer-lhe lugar , isto significa também estar dispostos a ver desaparecer as nossas esperas de felicidade humana, para que a felicidade de Deus possa ocupar toto o espaço. Bom Advento !


(tradução : G.Jeuge)

Folle Espérance - Homélie pour le 1er dimanche de l'Avent C

Walter Covens #homélies (patmos) Année B - C (2006 - 2007)
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    Nous voici dans le temps de l'Avent, début d'une nouvelle année liturgique. L'Évangile de ce début d'année ressemble étrangement à celui de la fin de l'année précédente (33e dimanche B). En effet, il fait partie, lui aussi des apocalypses synoptiques. La version de saint Luc est celle qui distingue le mieux ce qui concerne la destruction de Jérusalem et la Parousie. Comme toute la littérature apocalyptique de la Bible elle est une invitation à l'espérance, à l'espérance contre toute espérance, car c'est une espérance en temps d'épreuves, de bouleversements, une espérance qui ne s'appuie pas sur des signes de renouveau, d'amélioration, de soulagement, mais uniquement sur la promesse de Dieu. C'est pourquoi l'espérance est symbolisée par l'ancre (cf. He 6, 19). L'ancre c'est ce qui permet au navire de ne pas se laisser emporter par les flots et de partir à la dérive. L'espérance est cette vertu théologale que le Seigneur nous donne pour que nous puissions rester solidement ancrés dans la terre ferme de ses promesses au milieu des tempêtes de ce monde.

    Et quelle est cette promesse? C'est une promesse de bonheur, de bonheur infini, de bonheur parfait. C'est ce que nous rappelle la première lecture: "Voici venir des jours où j'accomplirai la promesse de bonheur que j'ai adressée à la maison d'Israël et à la maison de Juda". Ce n'est pas le prophète que le dit, c'est "Parole du Seigneur". Et cette "Parole du Seigneur" est une "parole bonne". C'est ce que dit le texte hébreu que l'on traduit en français par "promesse de bonheur". C'est donc une bonne nouvelle, un évangile.

    Et quel est ce bonheur promis pas Dieu, cette promesse que le Seigneur va accomplir? Ce n'est pas un petit bonheur de pacotille. C'est celle que le Seigneur avait faite à David pas les bons soins de Nathan: "Quand ta vie sera achevée et que tu reposeras auprès de tes pères, je te donnerai un successeur dans ta descendance, qui sera né de toi, et je rendrai stable sa royauté"(2 S 7, 12). Cette assurance est un gage de bonheur car la royauté devait apporter au peuple l'assurance d'une protection contre les ennemis ("Jérusalem habitera en sécurité"), et donc de paix, de prospérité, de justice. C'est une assurance de bonheur durable: "Ta maison et ta royauté subsisteront toujours devant moi, ton trône sera stable pour toujours." (2 S 7, 16).

    Or les successeurs de David, et David lui-même, n'ont jamais pu vraiment réaliser cette promesse du Seigneur, et l'espérance du peuple a été mise à rude épreuve quand des rois successifs, loin de faire règner la paix et la justice, ont fait "ce qui est mal aux yeux du Seigneur" et ont ainsi conduit le peuple à la ruine. Et dans la première lecture, au moment où le Seigneur renouvelle solennellement cette promesse, non seulement aucun roi n'avait correspondu à cettte attente, au portrait robot du roi idéal, mais il n'y avait plus de roi du tout! Le royaume que David avait légué à Salomon, son fils et successeur, avait été divisé: "la maison d'Israël" et "la maison de Juda". Et Juda et Israël étaient devenus des frères ennemis. Le peuple était de plus en plus déçu. La promesse du Seigneur semblait de plus en plus fictive, irréelle, le bonheur promis de plus en plus lointain et utopique.

    Dans ces conditions, comment ne pas douter? Comment ne pas critiquer tous ceux qui avaient annoncé des "bonnes paroles" en disant: "Parole du Seigneur"? Comment ne pas en vouloir à Dieu lui-même qui, de siècle en siècle, avait fait ces belles promesses, apparemment jamais tenues? La réponse, c'est que d'abord, pour le Seigneur, "mille ans sont comme un jour" (Ps 90, 4). Un siècle pour Dieu, c'est une heure! Ensuite, ce n'est pas Dieu qui ne tient pas ses promesses, ce sont les hommes. Dieu fait ses promesses dans le cadre d'une Alliance. Il doit donc y avoir réciprocité. C'est pourquoi, quand les hommes le critiquent, Dieu répond: "Est-ce moi qui suis dur avec vous? N'est-ce pas plutôt vous qui êtes durs avec moi?"(cf Ml 3, 13) Quand les hommes disent de Dieu: "La conduite du Seigneur est étrange", le Seigneur répond que ce qui est étrange, c'est la conduite des hommes (cf. Ez 18, 25;29). Quand, aux yeux des hommes, Dieu semble tarder, ce n'est pas lui qui est lent, ce sont les hommes qui traînent. Dieu, lui, patiente et donne le temps de se convertir (2 P 3, 9).

    Nous savons, nous, du moins d'un savoir théorique, qu'en Jésus Dieu a accompli toutes ses promesses (cf. 2 Co 1, 20). Or, que se passe-t-il? Au moment où Jésus vient, non pas pour abolir mais pour accomplir, beaucoup parmi le peuple et ses chefs le rejettent. Nous retrouvons ici le redoutable paradoxe de la vie avec Dieu. Le dimanche du Christ Roi de l'Univers, l'Évangile nous montre un Christ jugé et condamné par Pilate, un roi couronné d'épines, un roi crucifié! C'est ce roi-là, descendant de David, qui est l'accomplissement de la promesse. Et voilà que personne ne veut de lui. Par contre, au moment où le peuple voulait s'emparer de Jésus pour faire de lui leur roi, parce qu'il venait de leur donner du pain à profusion, Jésus s'était retiré dans un endroit désert pour échapper aus fastes du couronnement.

    C'est dans le contexte de sa Passion que Jésus rend son témoignage suprême à la Vérité de sa Royauté. La Vérité, c'est l'objet de notre foi. La foi, c'est une certitude, mais une certitude qui n'est pas de tout repos, parce qu'elle n'est pas la ceritude évidente d'une vérité à taille et à portée humaine; c'est la certitude de la Vérité dans la nuit, la Vérité des pensées de Dieu qui sont élevées au-dessus de nos pensées comme le ciel au-dessus de la terre (cf. Is 55, 9). La foi implique donc une attente, l'attente de la contemplation face à face d'une vérité trop grande pour notre pauvre intelligence tant que nous sommes sur cette terre.

    L''espérance aussi est une attente. Mais alors que dans la foi nous attendons la rencontre avec la Vérité suprême que nous ne pouvons contempler ici-bas, avec l'espérance nous attendons la possession de la plénitude du bien, du bonheur, de la béatitude dont nous ne pouvons jouir ici-bas. C'est quelque chose de fou que nous attendons: la rencontre avec le Bien suprême, avec Dieu même qui seul pourra combler notre désir et qui sera tout en tous (cf 1 Co 15, 28). Seul l'amour infini et tout-puissant de Dieu peut combler tous les désirs de toutes les créatures, les anges et les hommes. Alors nous adhérons à Dieu non plus en tant que Principe de Lumière, mais en tant que Prinicpe béatifiant pouvant combler la soif d'un bonheur trop grand pour mon pauvre coeur, la soif de bonheur de toutes ses créatures.

    Cette attente dépasse nos capacités humaines. Les hommes peuvent bien espérer d'espoir humain un bonheur humain, un monde meilleur; ils ne peuvent pas espérer d'espérance théologale sans le secours de Dieu. On peut bien chanter avec Guy Béart:

C'est l'espérance folle
Qui danse et vole
Au dessus des toits
Des maisons et des places
La terre est basse
Je vole avec toi

Tout est gagné d'avance
Je recommence
Je grimpe pieds nus
Au sommet des montagnes
Mâts de cocagne
Des cieux inconnus

    Mais quels sont ces cieux inconnus? Guy Béart est d'origine libanaise. Il a passé une grande partie de sa jeunesse au Liban, il y était retourné pour la première fois en 1989 pour chercher la tombe de son père. Il n'a pas eu le temps de chercher. C'était en pleine guerre. Lui-même raconte comment il a alors composé une autre chanson: Libre Liban.

En revenant de la Place des Martyrs, j'ai rencontré un copain d'enfance. Son père vendait des instruments de musique quand il avait 7 ans et moi 12. Il s'occupait toujours de musique. Il m'a aidé à rassembler des enfants et adolescents libanais dans le quartier de Dora, dévasté, annihilé, mais moins dangereux aujourd'hui que la Place des Canons; il ressemble à une apocalypse de science-fiction avec ses immeubles en ruines, ses pipe-line calcinés, tordus. Alecco Habib, chanteur et musicien libanais m'a prêté sa guitare. Et Jacques Lussan, kiné, poète et chanteur qui m'avait fait l'amitié de venir m'assister dans cette aventure, a effectué, sur ma vieille radiocassette, l'enregistrement de cette chorale improvisée.

    En voici quelques paroles:

Levons le vert de l'espérance
Le vert du Cèdre du Liban
Le blanc du lait de la naissance
Le rouge du sang des vivants

Levons le vert de l'espérance
Ensemble partout mieux qu'avant
Réunis pour la renaissance
Du monde en paix pour les enfants

Liban libre
Libre Liban

    C'était il y a plus de 17 ans. Vous connaissez la suite: les évènements de ces derniers mois, de ces derniers jours. Et ce n'est sans doute pas fini. Eh bien, vous voyez: humainement vous êtes obligé dans ces conditions de sombrer dans le désespoir. Mais si vous êtes soutenus par la grâce, vous allez pouvoir faire ce que Jésus dit dans l'Évangile:
"Quand ces évènements commenceront, redressez-vous et relevez la tête, car votre rédemption approche"
alors que
"les hommes mourront de peur dans la crainte des malheurs arrivant sur le monde".
 

    Mais si votre coeur s'alourdit "dans la débauche l'ivrognerie et les soucis de la vie", si vous ne priez pas "en tout temps", vous ne tiendrez pas. Vous n'échapperez pas. Non pas que si vous priez, il ne vous arrivera pas de malheur. Ca, c'est encore une espoir humain. "Du pain et des jeux", ce n'est pas ce que Jésus promet. Du succès et des applaudissements non plus. Si je vous promettais sur mon blog un tuyau sûr pour gagner au prochainTiercé - une version moderne de la mulitiplication des pains, mais pour quelques heureux (?) élus seulement - j'aurais un succès fou, évidemment. Non, au contraire, pour ceux qui prient et qui le suivent, Jésus annonce des persécutions, que les autres ne connaîtront pas. C'est pour cela qu'il n'a pas voulu être reconnu comme le Messie avant Pâques, pour éviter à ses disciples ces illusions dangereuses. Cela n'a pas toujours suffi. Le danger auquel vous échapperez c'est celui de perdre la foi et de sombrer dans le désespoir. Vous échapperez au danger de vous tourner vers des faux prophètes qui vous proposeront des paradis fictifs; vous échapperez au danger de vous prendre vous même pour un messie.

    Guy Béart disait: "Il faut que nous tous, maintenant, essayions, de nous comporter comme si nous étions, pendant quelques minutes, quelques secondes, le Messie, parce que la planète tout entière est en danger." Cela reviendrait à dire qu'il faudrait que Jésus arrête, pendant quelques instants, d'être le Messie... Non, vous direz: "Le Seigneur est notre Justice". Si nous comptons sur nos propres forces pour sauver le monde, nous sommes perdus d'avance. La Paix de Dieu n'est pas au bout de nos efforts. La Paix de Dieu, c'est Dieu lui-même, tel qu'il se donne à celui qui veut bien lui faire de la place pour l'accueillir. Lui faire de la place, cela signifie aussi être prêt à voir s'écrouler tous nos espoirs de bonheur humain, pour que le bonheur de Dieu puisse prendre toute la place. Bon Avent !

Pourquoi l’Avent ? Invitation à la croisière - Homélie 1er dimanche de l’Avent C

dominicanus #Homélies Année C (2009-2010)
 

Aujourd’hui c’est un nouveau commencement, le premier dimanche d’une nouvelle année liturgique, le début du Temps de l’Avent. Chaque année l’Eglise nous guide à travers divers temps liturgiques. Le premier Temps est celui de l’Avent, suivi de Noël. Après le Temps de Noël nous avons quelques semaines de ce que nous appelons le Temps Ordinaire. Ensuite nous commençons le Temps du Carême qui débouche sur le Temps Pascal. Après la Pentecôte, enfin, nous reprenons le Temps Ordinaire.

 

Chacun de ces Temps liturgiques possède sa signification propre, avec aussi ses caractéristiques particulières. Il y a les lectures de la Messe qui sont en lien avec des thèmes déterminés. Il y a des jours spéciaux, des célébrations, des traditions. Il y a même des couleurs spécifiques.

 

Tout cela fait que les Temps liturgiques sont comme une croisière spirituelle. L’Eglise en est la guide. Les escales prévues par l’Eglise, ce sont tous les évènements majeurs de l’histoire du salut, depuis la création, dont on fait mémoire durant la Vigile Pascale, jusqu’à la Venue du Seigneur dans la gloire, mis en lumière en ce premier Dimanche de l’Avent.

 

Pourquoi l’Eglise insiste-t-elle pour que nous participions chaque année à cette croisière à travers l’histoire de notre salut ? Pourquoi devons-nous visiter toujours les mêmes escales, participer aux mêmes célébrations des mêmes Temps liturgiques chaque année ? S’agit-il d’une simple coutume d’ordre sentimental, ou y a-t-il une raisons valable à cela ? L’Eglise catholique n’a pas subsisté et évangélisé pendant deux mille ans à cause de traditions d’ordre purement sentimental. L’Eglise catholique est une mère spirituelle remplie de sagesse, guidée par l’Esprit Saint, et les Temps liturgiques sont une expression de cette sagesse.

 

Il y a au moins deux raisons importantes qui gouvernent le calendrier liturgique, et plus nous les comprendrons clairement, plus aussi nous pourrons en tirer notre profit.

 

La première raison qui régit les Temps liturgiques est d’ordre négatif, la deuxième d’ordre positif. La raison négative est simplement que l’Eglise ne veut pas que nous oubliions ce qui est le plus important. La vie est pleine de piquant, de souffrances, d’occupations, de relations complexes et d’urgences : bref, nous avons toujours un tas de choses à faire. Ca a toujours été comme ça, mais le rythme et la cacophonie n’ont cessé d’augmenter depuis l’invention des mass médias.

 

Parmi tant de vacarme et d’activités, le démon nous a à l’œil. Il veut que nous soyons absorbés par les urgences quotidiennes de notre vie sur-occupée pour que nous finissions par oublier l’urgence de ce que Dieu veut faire depuis toujours et pour l’éternité. En nous emmenant à une croisière chaque année à travers les Temps liturgiques, l’Eglise veut nous détacher de toutes ces activités dans lesquelles le démon nous entraîne et qui nous divertissent des réalités essentielles, durables, comme le péché et le salut, la mort et le jugement, l’Amour et le projet de Dieu, ses commandements…

 

La deuxième raison qui régit les Temps liturgiques est plus positive. Ces Temps sont là pour nous aider à grandir dans la grâce. Les saisons du monde créé comportent des condtions de lumière, de température, d’humidité qui permettent aux plantes et aux animaux de grandir, de s’épanouir et de porter du fruit, de se reproduire. Nous pouvons, par exemple, déterminer l’âge d’un arbre en comptant le nombre d’anneaux que comporte le tronc. Chaque anneau représente une année, c’est-à-dire une succession de saisons ordonnées. C’est ainsi que Dieu a voulu organiser la création.

 

De même il a organisé le monde surnaturel, le monde de la grâce et de la foi. Lors de chaque Temps liturgique, lorsque nous tournons notre regard vers les diverses vérités de la foi catholique et des évènements de la vie du Christ, nous recevons en temps voulu une nourriture, une lumière appropriée et équilibrée. Les Temps liturgiques nous permettent de grandir spirituellement de manière saine, en évitant la sédentarité, l’immobilité, si nocive pour notre santé tant spirituelle que physique.

 

En avançant dans la vie, les vérités de notre foi ne changent pas, mais nous, nous changeons. Chaque fois que nous les revisitons, nous en découvrons de nouveaux aspects. Par exemple, quand un enfant fête Noël, la venue de Jésus dans le monde, c’est une chose. Mais quand un adulte qui est devenu papa ou maman contemple Dieu que se fait petit enfant, c’est autre chose. C’est le même mystère de l’Amour de Dieu, mais vu et apprécié avec un autre regard.

 

Dieu a toujours quelque chose de nouveau à nous dire, et il nous parle à travers la contemplation de son Fils, Jésus Christ. Chaque évènement de la vie du Christ, célébré lors des Temps liturgiques, est comme une source de sagesse, et chaque fois que nous retournons à cette source, nous sommes désaltérés, rafraîchis et fortifiés ; et c’est ainsi que nous croissons en grâce.

 

Voilà donc les deux raisons majeures qui président au rythme bienfaisant de la succession annuelle des Temps liturgiques : échapper au stress de la vie quotidienne et grandir dans la grâce. Ainsi Dieu fait sa part de travail. Mais nous aussi, nous avons notre petite part à faire. Dieu a préparé quelque chose pour chacun de nous durant ce Temps de l’Avent : une lumière, peut-être, qui nous permettra de grandir en sagesse ; ou une expérience de pardon ou de libération spirituelle qui nous apportera une profonde paix intérieure ; ou encore une parole de grâce qui nous guérira d’une vieille blessure affective ; ou une vitamine spirituelle qui nous fortifiera et nous inspirera en vue d’une mission que le Seigneur veut nous confier. Dieu seul sait comment il va s’y prendre pour nous permettre de grandir durant ce Temps de l’Avent. Pour nous, la meilleure manière de le découvrir sera de coopérer avec lui, en faisant un effort conséquent pour correspondre à la grâce.

 

Quelque chose doit donc changer dans notre vie durant ces quatre prochaines semaines. Quelque chose doit changer dans nos maisons, dans notre manière de penser, de passer le temps… L’Avent concerne la venue du Christ : sa première venue il y a deux mille ans, sa venue prochaine dans la gloire, à la fin de l’histoire, et sa venue actuelle dans nos vies aujourd’hui. Notre travail, durant ce mois de décembre qui va commencer est de nous concentrer là-dessus, de porter cela dans notre prière, de réfléchir à cela, de nous laisser toucher par cela.

 

N’attendons pas demain pour commencer le Temps de l’Avent ; nous pouvons commencer tout de suite, lors de cette Eucharistie. Jésus vient vers nous durant cette Messe, pour entrer dans notre vie, exactement comme il est entré dans le monde lors du premier Noël. Quelle est la place que nous allons lui donner ?

L’Avent concerne la venue du Christ : sa première venue il y a deux mille ans, sa venue prochaine dans la gloire, à la fin de l’histoire, et sa venue actuelle dans nos vies aujourd’hui.

L’Avent concerne la venue du Christ : sa première venue il y a deux mille ans, sa venue prochaine dans la gloire, à la fin de l’histoire, et sa venue actuelle dans nos vies aujourd’hui.

Lectures 1° dimanche de l'Avent C

dominicanus #Liturgie de la Parole - Année A

1ère lecture : Annonce de la venue du Messie (Jr 33, 14-16)


 

Lecture du livre de Jérémie

Parole du Seigneur : Voici venir des jours où j'accomplirai la promesse de bonheur que j'ai adressée à la maison d'Israël et à la maison de Juda :
En ces jours-là, en ce temps-là, je ferai naître chez David un Germe de justice, et il exercera dans le pays le droit et la justice.
En ces jours-là, Juda sera délivré, Jérusalem habitera en sécurité, et voici le nom qu'on lui donnera : « Le-Seigneur-est-notre-justice ».
 
 


 

Psaume : Ps 24, 4-5ab, 8-9, 10.14

 

R/ Vers toi, Seigneur, j'élève mon âme, vers toi, mon Dieu

 

Seigneur, enseigne-moi tes voies,
fais-moi connaître ta route.
Dirige-moi par ta vérité, enseigne-moi,
car tu es le Dieu qui me sauve.

Il est droit, il est bon, le Seigneur,
lui qui montre aux pécheurs le chemin.
Sa justice dirige les humbles,
il enseigne aux humbles son chemin.

Les voies du Seigneur sont amour et vérité
pour qui veille à son alliance et à ses lois.
Le secret du Seigneur est pour ceux qui le craignent ;
à ceux-là, il fait connaître son alliance.
 
 
 

2ème lecture : Comment se préparer pour le jour du Seigneur (1Th 3, 12 -- 4, 2)

 

Lecture de la première lettre de saint Paul Apôtre aux Thessaloniciens

Frères, que le Seigneur vous donne, entre vous et à l'égard de tous les hommes, un amour de plus en plus intense et débordant, comme celui que nous avons pour vous.
Et qu'ainsi il vous établisse fermement dans une sainteté sans reproche devant Dieu notre Père, pour le jour où notre Seigneur Jésus viendra avec tous les saints.

Pour le reste, vous avez appris de nous comment il faut vous conduire pour plaire à Dieu ; et c'est ainsi que vous vous conduisez déjà. Faites donc de nouveaux progrès, nous vous en prions, frères, nous vous le demandons dans le Seigneur Jésus.

D'ailleurs, vous savez bien quelles instructions nous vous avons données de la part du Seigneur Jésus.
 
 


 

Evangile : L'attente de la venue du Fils de l'homme (Lc 21, 25-28.34-36)

 
Acclamation : Alléluia. Alléluia. Montre-nous, Seigneur, ta miséricorde : fais-nous voir le jour de ton salut. Alléluia. (cf. Ps 84, 8)
 

Évangile de Jésus Christ selon saint Luc

Jésus parlait à ses disciples de sa venue : « Il y aura des signes dans le soleil, la lune et les étoiles. Sur terre, les nations seront affolées par le fracas de la mer et de la tempête. Les hommes mourront de peur dans la crainte des malheurs arrivant sur le monde, car les puissances des cieux seront ébranlées.
Alors, on verra le Fils de l'homme venir dans la nuée, avec grande puissance et grande gloire.
Quand ces événements commenceront, redressez-vous et relevez la tête, car votre rédemption approche.

Tenez-vous sur vos gardes, de crainte que votre cœur ne s'alourdisse dans la débauche, l'ivrognerie et les soucis de la vie, et que ce jour-là ne tombe sur vous à l'improviste.
Comme un filet, il s'abattra sur tous les hommes de la terre.
Restez éveillés et priez en tout temps : ainsi vous serez jugés dignes d'échapper à tout ce qui doit arriver, et de paraître debout devant le Fils de l'homme. »
 
 


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De l'apostasie au témoignage - Homélie pour la Solennité du Christ Roi de l'Univers B

Walter Covens #homélies (patmos) Année B - C (2006 - 2007)
 
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    La solennité du Christ Roi de l'Univers a été instaurée par le Pape Pie XI en 1925 dans le prolongement des solennités de la Fête-Dieu et du Sacré-Coeur dans le but d'apporter un remède aux désordres qui affectent le monde. Il estimait que l'établissement d'une solennité aurait plus de chance de porter des fruits durables que la simple promulgation d'un document, fût-ce une encyclique.

    Tous les jours les informations font état de guerres, d'attentats, de meurtres. Des femmes sont battues par leur mari, des enfants sont tués par leur maman et violés par leur papa, des ministres sont assassinés par des services secrets, des agents de police agressés par des supporters de football et par les jeunes des cités. Tout cela se passe pratiquement sous nos yeux, à notre porte. Et chaque fois que l'opinion s'émeut d'un acte estimé grave on procède sur les plateaux de télévision, dans les studios de la radio et dans les salles de rédaction des journaux, à de nombreux commentaires. Des experts sont invités pour faire de savantes analyses. Des hommes politiques prennent des mesures et font voter des lois. Des candidats aux élections assurent qu'ils feront mieux que les autres.

    Aujourd'hui l'Église nous dit: la seule solution c'est d'accepter le Christ, non seulement comme roi de nos coeurs dans notre vie privée, mais comme Roi de l'Univers. Pourquoi la solennité du Christ-Roi peut-elle apporter une réponse valable (la seule réponse) aux calamités qui s'abattent sur le monde encore aujourd'hui? Pie XI répond: premièrement parce que ce débordement de maux sur l'univers provient justement de ce que la plupart des hommes ont "écarté Jésus-Christ et sa loi très sainte des habitudes de leur vie individuelle aussi bien que de leur vie familiale et de leur vie publique"; et deuxièmement parce que il faut "chercher la paix du Christ par le règne du Christ" et parce que pour ramener et consolider la paix, il n'y a "pas de moyen plus efficace que de restaurer la souveraineté de Notre Seigneur".

    Car il faut bien se rendre à l'évidence: comment s'étonner que les lois soientt bafouées et les hommes de loi attaqués, alors que, dans le même temps, des lois sont votées qui attaquent, qui bafouent la dignité humaine? Des lois attaquent la vie humaine en son germe comme à son terme par l'avortement et l'euthanasie; des lois bafouent le fondement de la société, la famille, en légalisant les unions homosexuelles au même titre que le mariage et en instaurant le divorce et même la polygamie (comme aux Pays-Bas, où, maintenant il est devenu possible de combiner le mariage et un "contrat d'union" avec une tierce personne!). Tout cela sont des symptomes qui ne trompent pas. Ces symptomes sont le signe certain d'une maladie qui s'appelle le laïcisme, "la peste de notre époque" (Pie XI).
 
"Dieu et Jésus-Christ ayant été exclus de la législation et des affaires publiques, et l'autorité ne tenant plus son origine de Dieu mais des hommes, il arriva que... les bases mêmes de l'autorité furent renversées dès lors qu'on supprimait la raison fondamentale du droit de commander pour les uns, du devoir d'obéir pour les autres. Inéluctablement, il s'en est suivi un ébranlement de la société humaine tout entière, désormais privée de soutien et d'appui solides (Pie XI, Ubi Arcano, 23 décembre 1922".

    Il y a quelques années j'avais été nommé aumônier d'un campus universitaire. Mon dernier prédécesseur en date avait quitté son poste depuis déjà une dizaine d'années. Pendant une année, avec l'appui de l'archevêque, j'avais sollicité auprès des autorités universitaires un local pour pouvoir recevoir les étudiants dans l'enceinte même du campus. Malgré de belles promesses, je n'ai jamais pu en obtenir un. Et lorsqu'on m'avait objecté le "dogme" de la laïcité, j'avais répondu que s'ils ne voulaient pas d'un aumônier pour les étudiants, bientôt ils seraient obligés d'appeler les gendarmes. Et c'est ce qui est arrivé ... à peine une année plus tard. Oui, comment espérer avoir la Paix du Christ si on rejette le Règne du Christ?

    Et pourquoi rejette-t-on le Règne du Christ? De quoi a-t-on peur? Non seulement Jésus n'a pas eu de gardes qui se sont battus pour qu'il ne soit pas livré aux Juifs, mais quand les Juifs voulaient s'emparer de lui pour en faire leur roi, il s'est enfui. Devant Pilate il affirme clairement: "Ma royauté ne vient pas de ce monde". Hérode, alors que Jésus n'était encore qu'un nourrisson, se sentait déjà menacé. Une hymne pour la fête de l'Épiphanie (Crudelis Herodes) dit à l'adresse d'Hérode et de tous ceux qui redoutent le règne du Christ:
 
"Il ne ravit point les diadèmes éphémères, celui qui distribue les couronnes du ciel."

    La Royauté du Christ ne remet nullement en cause la séparation de l'Église et de l'État ni le principe de laïcité bien compris. On entre dans le Royaume du Christ librement, par le baptême. Le Royaume de Jésus ne s'oppose pas aux royaumes du monde. Il ne s'oppose qu'au royaume de Satan par le sang versé de l'Agneau vainqueur. Mais à ceux qui sont baptisés Jésus demande de témoigner sans peur jusqu'à verser leur propre sang, s'il le faut. Et l'Église demande aux États de pouvoir librement témoigner de sa foi.

    Devant Pilate le Christ proclame qu’il est "venu dans le monde pour rendre témoignage à la vérité". Le devoir des chrétiens de prendre part à la vie de l’Église les pousse à agir comme témoins de l’Évangile et des obligations qui en découlent. Ce témoignage est transmission de la foi en paroles et en actes. Le témoignage est un acte de justice qui établit ou fait connaître la vérité:
 
Tous les chrétiens, partout où ils vivent, sont tenus de manifester ... par l’exemple de leur vie et le témoignage de leur parole, l’homme nouveau qu’ils ont revêtu par le baptême, et la force du Saint-Esprit qui les a fortifiés au moyen de la confirmation (AG 11).

    Ainsi comprise, la solennité du Christ, Roi de l'Univers, est une invitation pressante à passer de l'apostasie au témoignage:
 
Les fruits très amers qu'a portés, si souvent et d'une manière si persistante, cette apostasie des individus et des États désertant le Christ, (...) Nous les déplorons de nouveau aujourd'hui. Fruits de cette apostasie, les germes de haine, semés de tous côtés; les jalousies et les rivalités entre peuples, qui entretiennent les querelles internationales et retardent, actuellement encore, l'avènement d'une paix de réconciliation; les ambitions effrénées, qui se couvrent bien souvent du masque de l'intérêt public et de l'amour de la patrie, avec leurs tristes conséquences: les discordes civiles, un égoïsme aveugle et démesuré qui, ne poursuivant que les satisfactions et les avantages personnels, apprécie toute chose à la mesure de son propre intérêt. Fruits encore de cette apostasie, la paix domestique bouleversée par l'oubli des devoirs et l'insouciance de la conscience; l'union et la stabilité des familles chancelantes; toute la société, enfin, ébranlée et menacée de ruine. (Pie XI, Quas Primas)

    "Le martyre est le suprême témoignage rendu à la vérité de la foi; il désigne un témoignage qui va jusqu’à la mort. Le martyr rend témoignage au Christ, mort et ressuscité, auquel il est uni par la charité. Il rend témoignage à la vérité de la foi et de la doctrine chrétienne. Il supporte la mort par un acte de force. 'Laissez-moi devenir la pâture des bêtes. C’est par elles qu’il me sera donné d’arriver à Dieu' (S. Ignace d’Antioche, Rom. 4, 1). (...)
 
Rien ne me servira des charmes du monde ni des royaumes de ce siècle. Il est meilleur pour moi de mourir [pour m’unir] au Christ Jésus, que de régner sur les extrémités de la terre. C’est Lui que je cherche, qui est mort pour nous ; Lui que je veux, qui est ressuscité pour nous. Mon enfantement approche .... (S. Ignace d’Antioche, Rom. 6, 1-2)." (CEC, 2473-2374)

    Oui, vraiment, si l'apostasie est la racine de tous les maux, la couronne des martyrs est le gage de la paix:
 
Je te bénis pour m’avoir jugé digne de ce jour et de cette heure, digne d’être compté au nombre de tes martyrs ... Tu as gardé ta promesse, Dieu de la fidélité et de la vérité. Pour cette grâce et pour toute chose, je te loue, je te bénis, je te glorifie par l’éternel et céleste Grand Prêtre, Jésus-Christ, ton enfant bien-aimé. Par lui, qui est avec Toi et l’Esprit, gloire te soit rendue, maintenant et dans les siècles à venir. Amen (S. Polycarpe, mart. 14, 2-3, cité par CEC 2474).

La Vérité nous rendra libres - Homélie pour la Solennité du Christ Roi de l'Univers B

dominicanus #Homélies Année B (2008-2009)

 

 

Ponce Pilate, le gouverneur (procurateur) romain de la Palestine, se trouve face à face avec le Seigneur de l’univers. Pilate est agité par les circonstances, mais lucide, car il est encore tôt. Jésus, lui, est exténué par les douze premières heures de sa passion, mais ses yeux brillent de l’amour et de la détermination qui l’ont conduit jusqu’à cette heure. Il est venu dans ce monde pour sauver l’âme de Pilate, et voilà que la Providence les a fait enfin se rencontrer. Jésus veut attirer ce patricien romain à son cœur. Toutes les conditions sont réunies pour que Pilate puisse déceler en Jésus ce Dieu que, secrètement, il cherche. Et pourtant il n’y arrive pas. Il se trouve avec Jésus au même endroit, il lui parle, mais son cœur n’est pas touché. Pourquoi ?

 

Jésus lui-même nous en fournit l’explication quand il dit à Pilate :

 

« Tout homme qui appartient à la vérité écoute ma voix. »

 

En disant cela, Jésus nous enseigne le secret pour vivre dans l’intimité avec Dieu. Celui qui se laisse guider par ce qui est vrai sera aspiré dans la communion au Christ, entendra et suivra les incessantes motions de l’Esprit qui nous pousse à suivre Jésus de plus près.

 

Mais se laisser conduire par la vérité, cela requiert de l’humilité. Cela nous demande de reconnaître une autorité supérieure à notre intelligence. Si je suis obligé de découvrir, d’accepter et de me conformer à ce qui est objectivement vrai (moralement, physiquement, historiquement), je ne suis pas indépendant, je ne suis pas le maître de l’univers, je ne suis pas Dieu.

 

Faire cet acte d’humilité, qui nous libère des liens paralysants de l’égoïsme, voilà qui est dur ! Notre nature humaine déchue tend plutôt vers l’orgueil, la domination, l’autosuffisance. Résister à ces tendances, obéir à la vérité, et s’exposer à l’ardent amour de Dieu, cela demande du courage. La courageuse et humble acceptation de la vérité divine, de la vérité qui est que Dieu est amour : voilà la seule voie pour suivre notre Roi éternel, et pour faire l’expérience de la plénitude qui est le privilège des citoyens du Royaume éternel.

 

La haine ou la peur de la vérité, qui peuvent nous rendre sourds à la voix discrète de Dieu dans nos cœurs, comme dans le coeur de Pilate, c’est cela que l’on appelle le relativisme moral. Benoît XVI a mis en garde le monde contre le progrès incessant du relativisme dans notre société moderne, et ceci dès le premier jour de son pontificat. Il considère que c’est une des plus grandes menaces contre le bien commun auquel l’Eglise doit faire face aujourd’hui. Dans un discours à la Commission Théologique Internationale du 5 octobre 2007, il s’est exprimé en ces termes :

 

« (Mais) c'est précisément en raison de l'influence de facteurs d'ordre culturel et idéologique, que la société civile et séculière d'aujourd'hui se trouve dans une situation d'égarement et de confusion:  on a perdu l'évidence originelle des fondements de l'être humain et de son action éthique (…) Le problème qui se pose n'est donc pas la recherche du bien, mais celle du pouvoir, ou plutôt de l'équilibre des pouvoirs. A la racine de cette tendance se trouve le relativisme éthique (…)

 

« Lorsque les exigences fondamentales de la dignité de la personne humaine, de sa vie, de l'institution familiale, de la justice, de l'organisation sociale, c'est-à-dire les droits fondamentaux de l'homme, sont en jeu, aucune loi faite par les hommes ne peut renverser la règle écrite par le Créateur dans le cœur de l'homme, sans que la société elle-même ne soit dramatiquement frappée dans ce qui constitue sa base incontournable (…) Si, en raison d'un obscurcissement tragique de la conscience collective, le scepticisme et le relativisme éthique parvenaient à effacer les principes fondamentaux de la loi morale naturelle, l'ordre démocratique lui-même serait radicalement blessé dans ses fondements. »

 

Si nous "appartenons" à la vérité, si nous ne laissons pas l’égoïsme et l’égocentrisme nous transformer en ennemis de la vérité, alors, le Christ nous promet que nous serons capables "d’écouter sa voix" et de le suivre jusque dans son Royaume éternel.

 

La liberté du Royaume du Christ est une liberté intérieure, une paix et une force d’âme que seule sa grâce peut nous donner. Si nous n’avons pas encore pu faire une expérience assez forte de cette paix et de cette force d’âme, il pourrait y avoir plusieurs raisons à cela. Cela pourrait être tout simplement parce que nous ne connaissons pas suffisamment son enseignement pour pouvoir le comprendre et pour parvenir à le suivre. Dans les générations précédentes, les valeurs de la culture populaire étaient, la plupart du temps, inspirées par une vision chrétienne du monde. Le monde du spectacle, les écoles, et le genre de vie encouragé par la société étaient plus ou moins en harmonie avec le message moral et spirituel tel que les gens pouvaient en entendre parler à la messe du dimanche, si bien que l’homélie dominicale était appuyée et renforcée par de multiples autres sources d’inspiration.

 

Aujourd’hui les choses on bien changé. Le monde qui nous entoure est un monde sécularisé, dont le comportement est souvent profondément antichrétien. Dans un tel contexte, le catéchisme de notre enfance et l’homélie dominicale ne suffisent plus. Si vraiment nous voulons nous comprendre, nous-mêmes et le monde qui nous entoure, à la lumière du la vérité salutaire du Christ, nous devrons adopter un rôle plus actif. Si, tout au long de la semaine, nous nous exposons aux images et aux informations véhiculés par le monde, nous serons peu à peu sécularisés, même si, par ailleurs, nous continuons d’aller à la messe tous les dimanches. Alors il ne faudra pas être surpris si nous ne faisons pas l’expérience de la liberté intérieure que le Christ nous promet. Pour le suivre avec fidélité, nous devrons le chercher, prendre du temps chaque jour pour la prière personnelle et pour l’approfondissement de notre foi par l’étude.

 

Dans un monde qui se trouve ouvertement en révolte contre le Royaume du Christ, nous serons inexorablement aspirés nous aussi dans cette révolte, à moins que nous ne décidions, en tant que chrétiens, de suivre le Christ activement. En poursuivant cette célébration eucharistique du Christ, Roi de l’Univers, prenons (ou reprenons) cet engagement de notre baptême.

 
La haine ou la peur de la vérité, qui peuvent nous rendre sourds à la voix discrète de Dieu dans nos cœurs, comme dans le coeur de Pilate, c’est cela que l’on appelle le relativisme moral.

La haine ou la peur de la vérité, qui peuvent nous rendre sourds à la voix discrète de Dieu dans nos cœurs, comme dans le coeur de Pilate, c’est cela que l’on appelle le relativisme moral.

Lectures pour la Solennité du Christ Roi de l'Univers B

dominicanus #Liturgie de la Parole - Année B

1ère lecture : La royauté du Fils de l'homme (Dn 7, 13-14)

 
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Lecture du livre de Daniel

Moi, Daniel,
je regardais, au cours des visions de la nuit, et je voyais venir, avec les nuées du ciel, comme un Fils d'homme ; il parvint jusqu'au Vieillard, et on le fit avancer devant lui.
Et il lui fut donné domination, gloire et royauté ; tous les peuples, toutes les nations et toutes les langues le servirent. Sa domination est une domination éternelle, qui ne passera pas, et sa royauté, une royauté qui ne sera pas détruite.
 
 
 

Psaume : 92, 1abc, 1d-2, 5

 

R/ Jésus Christ, Seigneur, tu règnes dans la gloire.

 

Le Seigneur est roi ;
il s'est vêtu de magnificence,
le Seigneur a revêtu sa force.

Et la terre tient bon, inébranlable ;

dès l'origine ton trône tient bon,
depuis toujours, tu es.

Tes volontés sont vraiment immuables :
la sainteté emplit ta maison,
Seigneur, pour la suite des temps.
 
 



 

2ème lecture : Le sacerdoce royal des sauvés (Ap 1, 5-8)

 

Lecture de l'Apocalypse de saint Jean

Que la grâce et la paix vous soient données, de la part de Jésus Christ, le témoin fidèle, le premier-né d'entre les morts, le souverain des rois de la terre.
A lui qui nous aime, qui nous a délivrés de nos péchés par son sang,
qui a fait de nous le royaume et les prêtres de Dieu son Père, à lui gloire et puissance pour les siècles des siècles. Amen.
Voici qu'il vient parmi les nuées, et tous les hommes le verront, même ceux qui l'ont transpercé ; et, en le voyant, toutes les tribus de la terre se lamenteront. Oui, vraiment ! Amen !
Je suis l'alpha et l'oméga, dit le Seigneur Dieu, je suis celui qui est, qui était et qui vient, le Tout-Puissant.
 
 


 

Evangile : « Je suis roi » (Jn 18, 33-37)

Acclamation : Béni soit le règne de David notre Père, le Royaume des temps nouveaux ! Béni soit au nom du Seigneur celui qui vient ! (Mc 11, 10)
 
 

Évangile de Jésus Christ selon saint Jean

Lorsque Jésus comparu devant Pilate, celui-ci l'interrogea : « Es-tu le roi des Juifs ? »
Jésus lui demanda : « Dis-tu cela de toi-même, ou bien parce que d'autres te l'ont dit ? »
Pilate répondit : « Est-ce que je suis Juif, moi ? Ta nation et les chefs des prêtres t'ont livré à moi : qu'as-tu donc fait ? »
Jésus déclara : « Ma royauté ne vient pas de ce monde ; si ma royauté venait de ce monde, j'aurais des gardes qui se seraient battus pour que je ne sois pas livré aux Juifs. Non, ma royauté ne vient pas d'ici. »
Pilate lui dit : « Alors, tu es roi ? » Jésus répondit : « C'est toi qui dis que je suis roi. Je suis né, je suis venu dans le monde pour ceci : rendre témoignage à la vérité. Tout homme qui appartient à la vérité écoute ma voix. »
 
 


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APOCALIPSE – SABER O QUE « FALAR » QUER DIZER (Mc 13,24-32)

Walter Covens #homilias em português
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    Na Profissão de fé dizemos que cremos em Deus, Criador do céu e da terra. Hoje, as pessoas têm medo de falar nisso. Há motivos filosóficos e teológicos.. Também há uma espécie de complexo em relação à ciência. No contexto da cultura descristianizada do mundo ocidental, pelo menos do europeu, tem-se medo de parecer estúpido. No entanto, numa conhecida conferência do Cardeal Ratzinger em Lyon, (Janeiro de 1983) sobre a catequese, o nosso futuro Papa afirmava : « Uma renovação decisiva da fé na Criação constitue uma condição necessária e preliminária à credibilidade e ao aprofundamento da cristologia bem como da escatologia »

    A seguir, temos recebido a « prenda » do « Catecismo da Igreja Católica », em que se pode ler (282) :

« A catequese sobre a Criação reveste uma importância essencial. Ele diz respeito aos próprios alicerces da vida humana e cristã : pois, ela explicita a resposta da fé cristã à pergunta elementar que os homens sempre se fizeram : « Donde vimos ? » « Aonde vamos ? » « Qual a nossa origem ? » « Qual o nosso fim ? » « Donde vem e para onde vai tudo quanto existe ? ». As duas perguntas, a da origem e a do fim, são inseparáveis. Elas são decisivas para o sentido e para a orientação da nossa vida e do nosso agir »

    E mais além :

« O « Credo » cristão – profissão da nossa fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo, e na sua acção criadora, salvadora e santificadora -  tem o seu cume na proclamação da resurreição dos mortos no fim dos tempos, bem como na vida eterna. »

    Estamos a chegar ao fim do ano litúrgico. Na sua pedagogia maternal, a Igreja orienta a meditação dos seus filhos para as realidades do fim, em resposta às perguntas fundamentais que se fazem : onde é que vamos ? qual o nosso fim ? Para onde vai tudo quanto existe ?

    É importante, no nosso mundo ter a audâcia de dar testemunho da esperança que está em nós. Para isso é preciso ter palavras, um vocabulário. A mãe é quem ensina o falar aos seus filhos . Da mesma maneira, a Igreja é quem dá aos seus filhos as palavras para testemunhar da sua esperança. Por exemplo, temos as palavras « apocalipse », « escatologia », « parusia »

    É preciso tamabém perceber o sentido dessas palavras. À partida, as crianças não percebem muito bem as palavras que ouvem e que aprendem pouco a pouco a pronunciar pela repetição. Não é grave. Pouco a pouco, hão de comprender. O error era de ficar à espera da compreensão antes de ensinar a pronunciação. É igual na Igreja. Essa não vai ficar à espera da vossa morte antes de vos ensinar as coisas do fim. Como era possível, neste caso, testemunhar disso no mundo ?

    Outro error era que a mãe não emende a criança quando se dá conta de que ela não percebeu correctamente alguma palavra. Assim, ano litúrgico após ano litúrgico, deviamos aproveitar para crescermos na inteligência da dé, percebendo cada vez melhor as palavras que temos de dizer. Num mundo  secularizado que « rouba » o vacabulário cristão a propósito de tudo e de nada, sem nada perceber, o nosso dever é ficarmos vigilantes muito atentamente.

    Isso todo é verdade a propósito da palavra « apocalipse » que quer dizer, não « catástrofes » tremendas, ma sim « revelação ». O verão próximo, a figueira que rebenta, isso não é realmente uma « catástrofe » : é  sim uma benção, não é ? Com a palavra « apocalipse », a Igreja não fala só dum livro da Biblia (o último). É um género literário muito usado pelo judaismo tardio, relativo com o fim dos tempos (a escatologia). O livro de Daniel, no Antigo Testamento, do qual temos escutado um trecho, é uma « apocalipse ». O discurso de Jesus anunciando a destruição de Jerusalém e a segunda vinda do Messias é chamado « apocalipse sinóptica ». Acabamos de ouvir um trecho dessa acapolipse no evangelho de S. Marcos. Há também muitas « apocalipses » apócrifas, não reconhecidas pela Igreja como inspiradas por Deus : por exemplo, a apocalipse de  S.Pedro, de S.Paulo, de Sto Estevão, etc…

    • ESCATOLOGIA = « OS ÚLTIMOS TEMPOS » : já começaram, desde o dia do Pentecostes : entrámos então nos tempos que são os últimos. Entre o princípio e o fim, houve vários tempos
1-O tempo da Criação
2-A Aliança com Adão ;
3-A Aliança com Noé, aliança pela vida, que nunca acabará.
4-A Aliança com Abraão, e depois com Moisés : Deus escolhe para Si um povo, e mediante esse povo, quer revelar o Seu mistério : é Israël. A Aliança com Israël começa com Abraão, é confirmada com Moisés, através das tábuas da Lei, Lei provisória destinada a nos guiar, até que o próprio Deus venha para salvar o seu povo.
5-O tempo do Messias, quando se cumpriu a promessa, quando veio Jesus, Filho do Pai, Cara do Pai. No fim do livro de Isaías (63,9), está escrito : « Não foi um mensageiro, nem um Anjo, que os salvou, foi o próprio Senhor ». Quando professamos que cremos no Evangelho, isso não quer dizer que acreditamos numa mensagem, mas sim numa Pessoa. A Aliança torna-se nova em Jesus, Novo testamento ( « Testamento » = aliança, atestação). Deus vem novamente e chama as nações, isso é : nós, os pagãos, para entrar na Aliança. Uma grande parte de Israël não quis receber Jesus como Messias, porque não era conforme com a ideia que tinham relativamente a um Messias  vitorioso, rei, salvador. Uma vez que Israël não o recebeu, Jesus foi aos pagãos, apesar de ter ordenado aos seus enviados : « Ide de preferência às ovelhas perdidas da casa de Israël » (Mt 10, 6) ; O pensamento de Jesus, o projecto inicial, ao que parece no Evangelho, era ter um  Povo que, depois de O reconhecer, iria anunciá-lo às nações. Aquele projecto falhou em grande parte, e Deus chorou, em Jesus, por causa disso : « Quando Jesus chegou perto de Jerusalém, ao ver a Cidade, chorou sobre ela, e disse : - Ah ! se tu também, tiveste reconhecido naquele dia o que te pode trazer a paz ! » (Lc 19, 41) « Jerusalém, Jerusalém, tu que matas os profetas, tu que lapidas os que te são enviados, quantas vezes quis reunir os teus filhos como a galinha reune os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste ! » (Lc, 13, 14)
6- A partir daí, há uma Aliança nova com as nações. Aquela Aliança já não está na carne, como foi com Abraão pela cincuncisão, já não está na Lei, como foi com Moisés. Esta Aliança está na fé em Cristo vivo, morto e ressuscitado, vivo para sempre, que nos dá a vida eterna : « Aquele que crê em Mim, mesmo que morra, viverá ! » Jesus não fingiu morrer. Desceu aos infernos (local dos mortos, no qual esperam  a manifestação gloriosa dos filhos de Deus). Foi anunciar a Boa Nova « aos espíritos presos » diz S.Pedro. (1 P 3, 19) Subiu de novo « tendo nas mãos as chaves da morte », livremente ressuscitado « levando consigo todos os principados e dominações presas » (Ap 12, 7-8 ; Col 2,15) A Ascenção de Jesus, já é a vitória de Jesus manifestada sobre o mal e a morte. Aquela vitória já está alcançada.

    Desde que Jesus, reunindo o mundo inteiro ( inclusivamente os pagãos, e portanto nós, por sorte, pela graça), os vivos e os mortos, subiu para o Céu para oferecer tudo isso ao Pai, a Vitória dela sobre a Morte, o pecado e o mal já estã alcançada. Mas ainda não se manifesta plenamente e estamos naqueles tempos que são os últimos, última étapa da Salvação de Deus onde a Vitória já é dada, o demónio já vencido, mas essa vitória ainda não se maifestou, e nós, a Igreja, o Povo de Deus, temos que anunciar a Salvação e trabalhar em vista à manifestação desta vitória.

    No vocabulário cristão, há mais uma palavra importante, a palavra « Parusia ». Essa é uma palavra que era usada qunado uma Pessoa importante fazia uma visita oficial ; palavra que significa : chegada, presênça, isto é a vinda e a presença dum Grande Rei. A Parusia há-de coroar os últimos tempos e a vinda da nova Jerusalém. A Mensagem da Palavra de Deus, é mesmo a Nova Aliança no Sangue de Jesus, do Cordeiro, que acabará com a Parusia, isto é : o seu regresso, o seu triunfo, e o seu reino para a eternidade, mas que ainda não é manifestado. Isso pode levar miliões de anos, pode ser nesta noite, e o próprio Cristo diz : « Quanto ao dia e à hora, ninguém os conhece, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas só o Pai ». Portanto, devemos ficar por aqui : aos que nos querem vender ilusões dizendo que o Reino está próximo, podemos responder : « Sim, o Reino está próximo, e já está cá, mas ainda não é totalmente manifestado ». Na sexta-feira passada, encontrei na minha caixa de correio um envelope com duas folhas dentro, intituladas assim : « Na Martínica um mensageiro de Deus anuncia o próximo regresso de Jesus ». Não ! é o segredo do céu, da Trindade. Jesus, enquanto homem, nem o sabia. Não vejo porque havia-de enviar agora alguém para nos dizer o contrário.

    Devemos preparar-nos à Parusia vigilando : «  Acautelai-vos, vigiai ; pois não sabeis quando chegará o momento » (Mc 13, 33) Às vezes, nos sermões sobre a Ascenção, ouve-se dizer : « Homens de Galileia, porque é que ficais assim a olhar para o Céu ? Regressai à terra, arregaçãi as mangas e trabalhai ». Não é isso que foi dito : « Aquele Jesus que vistes subir, há-de vir da mesma maneira como o vistes subir ao céu ! » Portanto, o Anjo anuncia a Parusia, a vinda de Cristo.

    No Pentecostes há um ambiente de comunhão fraterna entre pessoas que têm muitas coisas para se acusar mutuamente : « Onde estavas tu, Pedro ? – No Calvário – Ah não ! não estavas, nada tens a censurar. – E tu, João, o que é que fizeste, no dia em que tentaste tomar o meu lugar para ser primeiro ministro ? » Havia tensões permanentes naquela equpa, isso aparece em todo o evangelho ; e Jesus , em cólera, diz : « Até quando terei que estar convosco ? Quanto tempo terei ainda que vos suportar ? » Não devemos idealizar a comunidade primitiva. Mas entre a Ascenção e o Pentecostes, eles estão todos juntos ; eles têm qualquer coisa em comum, é o ter visto Jesus ressuscitado, ter comido e bebido com Ele depois da Ressurreição : são testemunhas. (Actos 10, 41)

    O que é que fazem ? Rezam e esperam ! Nao é essa uma atitude muito activa, e no entanto estão à espera do Espírito Santo porque o Mestre da Missão não é Pedro, é sim o Espírito Santo. Um bispo dizia : « Aonde for eu, bem depressa vejo as pessoas da « Renovação Carismática » e as outras ! – « Ah ! Como é que fazeis ? » - « Não é difícil, quando vou a reuniões em que não há gente da Renovação, as pessoas trabalham, rezam no fim do encontro para pedir ao Senhor a benção do trabalho feito e o tornar eficaz. Quando vou entre pessoas da Renovação, começam por rezar com o fim de  pedir ao Senhor para vir e fazer o trabalho… só depois é que se começa o trabalho. – Qual será o ideal ? – Rezar antes e depois ». Estamos de acordo !

    O tempo de hoje é o tempo da Igreja, o tempo da Misericórdia. Escutai este velho « midrash » tão bonito : « O Messias disse : Virei hoje à noite, às 21.00h. Então, os Judeus fazem a festa, preparam tudo. É o serão do Shabbat. Esperam o Messias, abrem a porta. Vai chegar, já está cá, está à porta ! 21 horas chegam : não ha Messias. 22 horas – meia-noite – uma hora – 2 horas – 3 horas – 4 horas…Não está o Messias. Então ! Será que Deus não cumpre as suas promessas ? Afinal, com a aurora, chega o Messias, um bocado estafado, e diz assim : « Desculpai, venho atrasado, pois encontrei uma criança a chorar e consolei-a ».
   
    Se nos fabricarmos um mundo (isto depende de nós, com a graça de Deus) em que as crianças tiverem consolos, em que houver menos crianças a chorar, menos torturas, menos injustiças, menos pessoas isoladas, o Messias não chegará atrasado, virá mais depressa. Então, temos que rezar com força, que trabalhar com humildade, dia após dia, para que este mundo novo chegue, e que cheguem enfim as Bodas do Cordeiro.


(tradução : G.Jeuge)

Savoir ce que l’avenir nous réserve pour vivre le présent avec sagesse - Homélie 33° dimanche du Temps Ordinaire B

dominicanus #Homélies Année B (2008-2009)

 

 

Ce discours de notre Seigneur se situe dans l’Evangile selon saint Marc à un tournant décisif, au moment où Jésus et ses Apôtres, après une journée harassante d’enseignements et de diatribes avec les rabbis dans le Temple,  prennent un peu de repos au Mont des Oliviers qui surplombe Jérusalem. Jésus sait qu’il arrive à l’apogée de sa mission terrestre : sa passion et sa crucifixion auront lieu dans à peine quelques jours. Ceci trouve son écho dans la liturgie, puisqu’avec ce dimanche nous nous approchons de la fin de l’année liturgique. Dans ce contexte, Jésus profite d’un commentaire de l’un de ses disciples à propos de la beauté du Temple pour leur rappeler la nature passagère des gloires terrestres.

 

Nous pouvons nous représenter la manière dont il explique ces évènements à venir, les ayant présents à son esprit, pendant que les disciples le regardent, hébétés, ayant de la peine à le croire, se demandant ce qu’il peut bien vouloir dire.

 

Jésus, lui, parle des ces évènements à venir avec assurance et clarté, ce qui a dû d’autant plus effrayer ses disciples. Si nous, nous écoutons ces paroles comme si nous les entendions pour la première fois, nous pouvons mieux comprendre la note d’urgence qui caractérise la manière dont les premiers chrétiens annonçaient l’Evangile. Le Seigneur parle de la fin de l’histoire comme si c’était demain, ce qui est vrai, sinon en ce qui concerne la fin de l’histoire, du moins la fin de notre vie. C’est cela que nous devons garder présent à notre esprit. En fait, juste avant le passage que nous venons d’entendre, Jésus avait dit :

 

« Quant à vous, prenez garde : je vous ai tout dit à l'avance. »

 

Jésus veut que nous sachions ce que l’avenir nous réserve – le fait que le bien triomphera du mal après un rude combat – pour que nous puissions vivre le présent avec sagesse. Voilà l’essentiel, mais pour le comprendre pleinement, nous devons approfondir.

 

Dans ce discours , Jésus dit quelque chose qui est particulièrement déconcertant. Il dit à ses Apôtres que « cette génération ne passera pas avant que tout cela n'arrive ». Si Jésus parlait de la fin du monde, il a dû se tromper, n’est-ce pas ? Après tout, "cette génération"– celle de ses premiers disciples – a passé depuis longtemps, mais le monde est toujours là… Nous ne pouvons comprendre les paroles du Seigneur que si nous les situons dans le contexte du passage dans son ensemble, au lieu de nous contenter d’écouter les quelques versets du passage de ce jour.

 

Il y a trois niveaux de signification dans la conversation de Jésus avec ses Apôtres. Au premier niveau, le niveau primaire et littéral, le Seigneur prédit la destruction de Jérusalem. Cet évènement historique eut lieu, en effet, avant la disparition de la génération des premiers disciples, en l’an 70 après Jésus Christ. Jésus les avertit que les jours où l’armée romaine ferait siège devant Jérusalem seraient des jours de grande détresse. Et c’est ce qui est arrivé. Plus d’un million de Juifs sont morts – la plupart de faim – lors de cette rébellion finale et du siège. Seuls 30.000 d’entre eux ont survécu, selon le témoignage de l’historien contemporain, Flavius Josèphe. Jésus savait que cela allait arriver, et, en l’annonçant, il voulait assurer ses disciples que ces évènements, d’une manière mystérieuse, faisaient partie de son plan de salut.

 

Mais ensuite, quand il décrit “ces jours”, le ton change, et il utilise un autre langage. Il parle du soleil qui s’obscurcit, de la lune qui perd son éclat, des étoiles qui tombent du ciel, et des puissances célestes qui sont ébranlées. Le Fils de l’homme viendra sur les nuées et des anges rassembleront les élus des quatre coins de l’horizon. C’est le langage utilisé par les prophètes (et par d’autres auteurs spirituels de l’époque) pour désigner la fin de l’Ancienne Alliance et l’établissement du Royaume messianique promis. C’est le cas, par exemple, du passage du Livre de Daniel (1° lect.). Dans la première partie de son discours, il avait préparé ses disciples à la destruction de Jérusalem ; à présent il explique ce que signifie cette destruction. Elle sera un signe visible de l’accomplissement de l’Ancienne Alliance par la Nouvelle. Ainsi, les Apôtres de la communauté de la Nouvelle Alliance du Christ, l’Eglise, auront à être des messagers de la fin des temps, car la Nouvelle Alliance inaugurera la dernière période de l’histoire humaine, le temps de l’Eglise. Cette ultime période touchera à sa fin quand Jésus viendra de nouveau pour présider le Jugement Dernier, bannir le mal définitivement, et recréer les cieux et la terre.

 

Ainsi, les deux niveaux de signification – la destruction de Jérusalem et la "destruction" de l’Ancienne Alliance – sont liés : le premier étant le signe visible du second. Cela veut dire que toutes les prophéties de Jésus concernant les désastres, les guerres et les souffrances s’appliquent directement à Jérusalem, et indirectement à la suite de l’histoire, comme l’inauguration visible de la fin des temps, le temps de l’Eglise.

 

Mais il y a encore un troisième niveau de signification. Les prédictions de Jésus à propos des souffrances et des épreuves forment aussi la trame de tout ce qui doit arriver au cours du temps de l’Eglise jusqu’à la fin de l’histoire. Les Apôtres ne connaissaient par "le jour et l’heure" de la destruction de Jérusalem. Mais ils savaient, parce que Jésus le leur a dit, qu’avant que cela n’arrive, l’Eglise se répandrait dans le monde entier, et qu’ils auraient à souffrir la persécution et le rejet. Et cela aussi s’est réalisé exactement. Onze parmi les douze Apôtres sont morts martyrs, la plupart au cours de persécutions qui ont eu lieu avant l’an 70 de l’ère chrétienne.

 

C’est ainsi que la séquence d’évènements : l’expansion de l’Eglise, la persécution, et ensuite la destruction de Jérusalem – forme la trame de tout ce qui arrivera au cours du temps de l’Eglise. L’Eglise continuera de se répandre dans l’univers ; elle connaîtra, au moins en partie, des périodes d’intenses persécutions et de souffrances ; et puis, à la fin, le monde déchu sera détruit pour faire place à des cieux nouveaux et une terre nouvelle, quand le Christ aura mis ses ennemis "sous ses pieds", comme l’affirme la deuxième lecture de ce jour. Et tout comme les Apôtres ignoraient le jour et l’heure de la destruction de Jérusalem, ainsi nous ne savons pas le jour et l’heure de la fin de notre vie sur terre, ni quand Jésus mettra fin à toute l’histoire humaine. Mais ce que nous savons, c’est que le Royaume de Dieu, l’Eglise, continuera sa croissance, dans la douleur de l’enfantement, en nous et dans le monde jusqu’à ce moment-là.

Ce que Jésus veut que ses Apôtres sachent – qu’ils doivent vivre avec la pleine conscience que cette vie est un temps pour la mission, et non pour la paresse ou la satisfaction de nos désirs égoïstes – cette leçon-là s’applique également aux chrétiens de tous les temps.

 

Concrètement, qu’est-ce cela veut dire : retenir cette leçon ? Que veut dire "être vigilant", ou, selon l’expression du Psaume de ce jour, "garder le Seigneur devant soi sans relâche" pour être "inébranlable" ? Cela veut dire trois choses.

 

Premièrement, cela veut dire que nous devons faire de notre relation personnelle avec Dieu une vraie priorité : par la prière quotidienne, un approfondissement permanent de notre foi, et la réception fréquente des sacrements. C’est cela que l’on peut appeler "entretenir la vie divine en nous".

 

Deuxièmement, cela veut dire partager avec d’autres la nouvelle que Jésus nous a fait connaître. Jésus n’a pas donné sa vie seulement pour nous qui sommes ici aujourd’hui, mais aussi pour ceux qui ne sont pas là. Si nous, nous ne leur apportons pas le message du Christ, qui le fera ?

 

Troisièmement, cela veut dire que nous devons suivre l’exemple du Christ dans notre vie de tous les jours. Jésus était honnête, courageux, aimable, patient, humble, dévoué, pur, fidèle… Chaque jour il nous nous l’occasion d’apprendre à suivre son exemple pour que nous soyons prêts pour la grande aventure du ciel.

 

En poursuivant cette Messe, rendons grâce au Seigneur de nous avoir dévoilé ce que l’avenir nous réserve. Et promettons-lui que nous ferons de notre mieux pour mettre cette connaissance à profit en menant notre vie avec sagesse et en prenant la ferme décision de mettre nos pas dans ceux du Christ.

Rendons grâce au Seigneur de nous avoir dévoilé ce que l’avenir nous réserve.

Rendons grâce au Seigneur de nous avoir dévoilé ce que l’avenir nous réserve.

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