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Praedicatho homélies à temps et à contretemps
Homélies du dimanche, homilies, homilieën, homilias. "C'est par la folie de la prédication que Dieu a jugé bon de sauver ceux qui croient" 1 Co 1,21

NATAL PORTUGUÊS (ORLÉANS, 2006)

Gabriel Jeuge #homilias em português
Escutemos primeiro este poema, escrito pelo Padre Manuel Augusto, Comboniano:


As luzes estão aí, acesas de muitas cores,
a animar as ruas da cidade e das aldeias,
Mas o Natal da luz, o teu Natal, que te há-de transformar em luz,
não é esse...

A música está no ar, a embalar os espíritos
com mensagens quentas para ajudar
a esquecer o frio que aperta.
Mas o Natal da música,
que renova o teu coração e te dá calor
nos invernos da vida, não é esse...

As lojas estão cheias de objectos a consumir,
de brinquedos para distrair,
de roupas para luzir, de comida para fartar.
Mas o Natal da riqueza a que aspiras,
do cumprimento das tuas expectativas mais
genuínas - os desejos de amor, de felicidade,
de harmonia e de paz - não é esse...

Natal é de Cristo!
É o de Belém, da gruta, de Maria e de José
que acolhem o Deus Menino, dos Pastores
que contemplam extasiados, dos anjos
que cantam em uníssono "Glória a Deus nos
Céus e paz na terra às pessoas
de boa vontade".

- Acho, caros Amigos, que não se pode falar melhor de Natal, et do abismo que existe entre o Natal dos cristãos e o Natal daqueles que não têm fé...


No entanto, mesmo que sejamos cristãos et façamos todo o possível para celebrar o Natal com devoção, temos que confessar que percebemos pouco o significado profundo do Natal.
Eu tive a oportunidade de ler, num jornal português ("Diario do Minho") algumas reflexões que quero partilhar consigo, a propósito do ESPANTO que deviamos sentir diante do Mistério de Natal. Eis o essencial do que diz o autor :
"Nós que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa é uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. De facto, aqueles que participam com fervor na celebração anual do Natal sentem muitas emoções acerca dele, desde a elevação espiritual à indignação perante o consumismo e o desinteresse da sociedade. Mas raramente sentem aquilo que é o mais adequado perante o mistério natalício: o espanto.
O espanto principal vem, naturalmente, do próprio acontecimento que se celebra: que Deus omnipotente, que não cabe nos Céus, tenha decidido descer até nós e nascer como um menino, é algo de inaudito, inconcebível, quase inacreditável. Este é o mistério central da nossa fé cristã, mas dificilmente o conseguimos entender, quanto mais descrever, de tal forma ele ultrapassa tudo o que podemos imaginar. Vivemos todos os dias com ele, mas não somos capazes de compreender aquilo em que baseamos a nossa própria vida. O nosso Deus é, sem dúvida, espantoso! (...)
Por outro lado, todos falam do “espírito natalício” mesmo quando ignoram o tal significado espiritual. De múltiplas maneiras e formas, os meios agnósticos, pagãos e até ateus se sentem tocados por uma mística que não "sabem de onde vem. “Festa da família”, “tradição popular”, “quadra da solidariedade”, “reino do Pai Natal” são  maneiras comuns de descrever aquilo que ninguém consegue explicar, mas que todos sentem palpavelmente nesta quadra.(...)
Mas não existem muitas dúvidas que a razão última do fenómeno vem, simplesmente, do facto indiscutível que o nosso Deus é espantoso ».


Amigos, não so Deus é espantoso, mas o Menino Jesus, o Bébé do presépio, é espantoso, na sua pessoa divina, já presente, mas escondida... É por causa disso porque o Menino Jesus é Deus, que nós temos de respeitar as imagens vivas de Jesus que são todas as crianças do mundo, até as que, antes de nascer, estão no seio da sua mãe... Quero dizer uma palavra nisso, porque, como sabem, em Portugal , vão fazer um referendo, no mês de Fevereiro, para saber se o povo português quer ou não quer autorizar o aborto. Já disse qualquer coisa nisso, no fim da missa do 10/12... Hoje, dia da Nascença de Jesus, que já era uma Pessao divina no seio de Maria, é uma oportunidade para lembrar o que disseram os Bispos de Portugal, no passado mês de Outubro. Deram 5 razões para dizer "Não" ao referendo. Eis o que eles disseram, em resumo:

1ª. O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião. E esta é hoje uma certeza confirmada pela Ciência: todas as características e potencialidades do ser humano estão presentes no embrião. A vida é, a partir desse momento, um processo de desenvolvimento e realização progressiva, que só acabará na morte natural. O aborto provocado, sejam quais forem as razões que levam a ele, é sempre uma violência injusta contra um ser humano, que nenhuma razão justifica eticamente.

2ª. A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto.

3ª. Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”, pois cria-se um direito cívico, de recurso às instituições públicas de saúde, preparadas para defender a vida e pagas com dinheiro de todos os cidadãos.
Nunca fizemos disso uma prioridade na nossa defesa da vida, porque pensamos que as mulheres que passam por essa provação precisam mais de um tratamento social do que penal.

4ª. O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre.

5ª. O aborto não é uma questão política, mas de direitos fundamentais. A lei sobre a qual os portugueses vão ser consultados em referendo, a ser aprovada, significa a degenerescência da própria lei. Seria mais um caso em que aquilo que é legal não é moral.

CONCLUSAO : Pedimos a todos os fiéis católicos e a quantos partilham connosco esta visão da vida, que se empenhem neste esclarecimento das consciências. Façam-no com serenidade, com respeito e com um grande amor à vida. E encorajamos as pessoas e instituições que já se dedicam generosamente às mães em dificuldade e às próprias crianças que conseguiram nascer.

(Infelizmente, os Portugueses que vivem fora do territorio português não poderão votar... Mas podemos falar... e rezar muito, para que o Menino Jesus ilumine as consciências)

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